SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)
Investigadores apuram se o sentimento anti-Trump motivou o atirador que tentou invadir o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, em Washington, no qual o presidente dos Estados Unidos e sua equipe estavam presentes.
O suspeito disparou contra um agente do Serviço Secreto em um ponto de verificação. O ataque aconteceu no hotel Washington Hilton, e o atirador foi contido e preso logo em seguida pela polícia.
O homem foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos. Ele mora na cidade de Torrance, na Califórnia, e deve comparecer a um tribunal federal nesta segunda-feira (27).
As autoridades avaliam que o alvo principal era Donald Trump e sua equipe. “Acreditamos que ele tinha membros do governo como alvo”, diz o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche.
O atirador pode ser acusado de tentativa de assassinato do presidente. Hoje, ele responde por agressão a um policial federal e disparo de arma, mas a investigação pode ampliar os crimes.
O agente atingido pelo disparo escapou sem ferimentos graves. De acordo com Trump, a bala bateu no colete à prova de balas do oficial de segurança.
O suspeito viajou de trem da Califórnia até Washington. Ele se hospedou no mesmo hotel do evento dias antes do jantar de gala e comprou as armas de forma legal.
O atirador mandou um manifesto para sua família antes dos disparos. Um parente, confirmado como o irmão de Allen, avisou a polícia de Connecticut duas horas depois do ataque.
O documento coloca integrantes do governo como alvos prioritários. A única exceção citada é o diretor do FBI (Polícia Federal dos EUA), Kash Patel. O autor se classifica como “Assassino Federal Amigável”.
O texto relata raiva contra as decisões do atual governo americano. Sem citar Trump, o manifesto chama o presidente de “pedófilo, estuprador e traidor” e critica ataques recentes dos EUA a barcos de traficantes.
Donald Trump, a primeira-dama Melania e o vice-presidente JD Vance saíram às pressas do local. Apesar da urgência da retirada, o presidente afirma que não se sentiu assustado durante o episódio.
O presidente define o agressor como uma pessoa doente. “Eu não estava preocupado”, diz Trump em entrevista no domingo (26). “Eu entendo a vida. Vivemos em um mundo louco.”
Trump também critica a jornalista Norah O’Donnell. Ele chama a apresentadora de “uma vergonha” por ler trechos do manifesto do atirador durante a transmissão do programa de televisão.