A Argentina apresentou hoje um protesto formal perante a Organização Marítima Internacional (OMI) contra os planos do Reino Unido de realizar exercícios militares nas ilhas Malvinas, cuja soberania o país sul-americano reivindica.
A nota de protesto foi entregue pelo encarregado de negócios argentino, Osvaldo Mársico, ao secretário-geral do organismo internacional, Ephtimio Mitropolous.
O Governo de Cristina Kirchner solicita à OMI que exija do Governo britânico “explicações” pelo anúncio de realizar disparos de mísseis das Malvinas, entre os dias 11 e 23 deste mês.
A Chancelaria argentina detalhou que a nota acrescenta que, dependendo da resposta britânica, o país “se reserva no direito de levar esta questão ao Comitê de Segurança da Navegação, o Comitê Legal, o Conselho e a Assembleia da OMI”.
Fundada em 1948, a OMI é um organismo especializado das Nações Unidas, com sede em Londres, que promove a cooperação entre Estados e a indústria do transporte para melhorar a segurança marítima e defender o meio ambiente marinho.
A Argentina já tinha apresentado nesta segunda-feira perante a ONU uma cópia da nota de protesto que fez para o Reino Unido pelo projeto de exercícios militares no arquipélago.
A guerra entre os dois países pelas Malvinas deixou 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos mortos, em 1982.
Desde então a Argentina não deixou de reivindicar perante a ONU e outros organismos internacionais a soberania das ilhas, situadas a 400 milhas marítimas de suas costas judiciais, que os britânicos invadiram e ocuparam em 1833.