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Argentina e Coreia do Sul assinam memorando para cooperação em minerais críticos

O acordo “busca promover investimentos e projetos conjuntos em exploração, extração, processamento e refino” de minerais críticos, escreveu no X o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno.

Redação Jornal de Brasília

31/07/2026 18h38

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Foto por HANDOUT / ARGENTINIAN PRESIDENCY / AFP

Argentina e Coreia do Sul assinaram um memorando para fortalecer a cooperação na área de minerais críticos, com foco no lítio, no âmbito da visita a Buenos Aires do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, informou a chancelaria argentina.

O acordo “busca promover investimentos e projetos conjuntos em exploração, extração, processamento e refino” de minerais críticos, escreveu no X o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno.

O memorando foi assinado na sede da chancelaria argentina por Quirno e pelo ministro do Comércio, Indústria e Recursos da Coreia do Sul, Kim Jeong Kwan.

A Argentina é o quinto maior produtor mundial de lítio, mineral essencial para a transição energética.

Lee Jae Myung reuniu-se nesta sexta-feira (31), em Buenos Aires, com seu par argentino, Javier Milei, na primeira visita oficial de um chefe de Estado sul-coreano ao país sul-americano em 22 anos, informaram fontes oficiais.

A reunião entre os dois líderes, seguida de um encontro entre seus respectivos gabinetes ministeriais, concentrou-se “no fortalecimento da relação bilateral, na ampliação do comércio e dos investimentos, na cooperação em minerais críticos e energia e no desenvolvimento de projetos conjuntos em setores estratégicos”, informou a Presidência da Argentina.

O governo argentino também aprovou nesta sexta-feira o acesso da empresa sul-coreana Posco aos benefícios do Regime de Incentivos aos Grandes Investimentos (Rigi) para ampliar seu projeto de extração de lítio Sal de Oro, na província de Salta, no noroeste do país.

“Com um investimento de 547 milhões de dólares, o projeto permitirá produzir 23 mil toneladas anuais de carbonato de lítio e gerará exportações superiores a 300 milhões de dólares por ano”, informou o ministério no X.

A escala em Buenos Aires marcou o encerramento da viagem do presidente sul-coreano pela América do Sul, que incluiu visitas anteriores ao Brasil e ao Chile.

Chile e Coreia do Sul também assinaram na quinta-feira, em Santiago, um memorando de entendimento para colaborar na indústria de minerais críticos, como cobre e lítio.

© Agence France-Presse

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