O Governo argentino declarou nesta segunda-feira que não haverá mudanças na gestão da presidente Cristina Fernández Kirchner após o falecimento do seu marido, o ex-líder e ex-chefe do Partido Justicialista (PJ) Néstor Kirchner.
A presidente retornou a Buenos Aires neste domingo junto com seus dois filhos, Máximo e Florencia, depois de passar o fim de semana na província de Santa Cruz, onde foi Kirchner foi sepultado na última sexta-feira.
O líder do governo na Câmara dos Deputados, Agustín Rossi, assegurou que a presidente retomará nesta segunda-feira sua atividade oficial com reuniões com funcionários e diplomatas. “Não temos que mudar absolutamente nada”, declarou Rossi, do partido Frente para a Vitória (FPV).
O chefe de Gabinete argentino, Aníbal Fernández, agradeceu as demonstrações de afeto recebidas após o falecimento de Kirchner e avaliou os próximos passos do governo. “Uma semana distinta, mas com a mesma convicção e motivação de sempre”, escreveu no Twitter.
Cristina receberá o secretário-geral da Presidência, Oscar Parrilli, e, horas mais tarde, as cartas de apresentação dos novos embaixadores da Holanda, Suécia, Irlanda, Canadá, Cuba e Indonésia. Atenderá ainda representantes do Deutsche Bank Group, que anunciarão investimentos na Argentina e, na próxima semana, viajará à Coreia do Sul para participar da cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países ricos e os principais emergentes).
Conforme uma pesquisa do instituto de pesquisa privado Ibarométro, a morte do ex-líder revitalizou o kirchnerismo. Do total dos entrevistados, 74,6% fizeram uma avaliação positiva do governo de Kirchner e 67,8% afirmaram sentir tristeza por sua morte.