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Mundo

Argelinos acusam Exército de Israel de maus-tratos

Arquivo Geral

03/06/2010 13h43

Os 32 argelinos que integravam a frota com ajuda humanitária à Faixa de Gaza afirmaram ter sofrido violência física e verbal por parte dos soldados israelenses, durante o ataque aos navios e enquanto permaneceram detidos, segundo os testemunhos divulgados hoje pela imprensa local.

Todos os membros do grupo – entre os quais figuravam oito parlamentares, seis jornalistas e vários políticos locais – foram repatriados de Amã nesta madrugada, exceto um deles, ferido no olho, que permaneceu na capital jordaniana para receber atendimento médico.

O responsável pela delegação, Abderrezak Mokri, um dos líderes do Movimento da Sociedade pela Paz (MSP), partido político que organizou a expedição, relatou que o ataque começou quando os argelinos faziam a primeira oração do dia.

Segundo Mokri, após tomar o controle do navio, os militares israelenses amarraram as mãos dos passageiros e os mantiveram assim durante muitas horas sem direito a beber e comer.

“Me impediram de fazer minhas necessidades durante dez horas”, afirmou o dirigente do MSP, legenda islâmica de tendência moderada e um dos três partidos que integram a aliança de Governo na Argélia.

Já o jornalista do jornal árabe “Echorouk Kada” Ben Ammar assegurou que os soldados utilizaram fogo de verdade e balas de borracha, além de cães treinados.

“Fomos interrogados durante muito tempo por soldados israelenses de origem argelina, tunisiana e marroquina sobre nossa orientação política e nossas convicções religiosas”, assinalou.

Nawja Soltani, mulher do presidente do MSP, Abudjerrá Soltani, assegurou que os israelenses “atiraram de helicópteros assim que os soldados chegaram aos navios”.

Os argelinos viajaram em um dos seis navios que formavam a flotilha, adquirido por eles e com bandeira turca, segundo o MSP.

Os integrantes da expedição asseguraram que os israelenses tentaram fazer com que assinassem um documento autorizando que deixassem o país. O texto dizia que os soldados tinham atirado contra os ativistas após serem agredidos.

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