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Apresentador russo é demitido depois de pedir que crianças ucranianas sejam ‘queimadas’

Krasovski, de 47 anos, pediu para “jogar” essas crianças “diretamente em um rio com uma correnteza forte” ou “queimá-las em uma cabana”

Redação Jornal de Brasília

24/10/2022 9h37

Foto: Reprodução

Um apresentador da rede de televisão RT na Rússia, Anton Krasovski, foi demitido de suas funções por ter incitado, neste fim de semana, a “queimar” crianças ucranianas que consideravam Moscou um ocupante na época da URSS. 

Krasovski, de 47 anos, pediu para “jogar” essas crianças “diretamente em um rio com uma correnteza forte” ou “queimá-las em uma cabana”. 

O apresentador respondia a uma anedota de um convidado em seu estúdio que  contou sobre sua viagem à Ucrânia na época da URSS na década de 1980 e a sensação de “sofrer com a ocupação russa” que alguns jovens ucranianos tiveram.

A chefe da RT na Rússia, Margarita Simonian, condenou rapidamente essas palavras na madrugada de domingo para segunda-feira, considerando-as “selvagens” e “asquerosas”. “Por enquanto, encerro a nossa colaboração”, afirmou em comunicado no Telegram.

Nesta segunda-feira pela manhã, ela disse que queria “alertar quem incentiva atrocidades”. “Não podemos fazer isso”, afirmou.

Krasovski pediu desculpas nas redes sociais, dizendo que estava “verdadeiramente envergonhado”. E acrescentou: “Peço desculpas a todos aqueles que ficaram apavorados com isso” e que consideraram essas palavras “selvagens, impensáveis”.

O Comitê de Investigação russo, encarregado das principais investigações no país, indicou nesta segunda-feira que exigiu “um relatório” sobre o incidente, depois que um telespectador fez uma denúncia.

O chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, pediu no domingo no Twitter a “proibição da RT no mundo”, descrevendo as palavras de Krasovski como uma “incitação agressiva ao genocídio (…), que não tem nada a ver com a liberdade de expressão”.

Não é a primeira vez que Anton Krasovski ataca verbalmente os ucranianos desde o início da ofensiva russa em fevereiro. No final de março, ele disse em um vídeo do Youtube que queria “destruir sua Constituição”, afirmando também que a Ucrânia “não deveria existir”.

© Agence France-Presse

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