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Mundo

Anistia Internacional acusa o governo de Chávez de silenciar oposição

Arquivo Geral

02/04/2010 12h42

A Anistia Internacional acusou o governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de perseguição e desrespeito aos direitos humanos em relação aos seus oposicionistas. A tensão, segundo a organização, aumentou com a prisão de três oposicionistas nos últimos dias. Para o órgão, as autoridades federais utilizam leis para tentar conter os dissidentes. Uma nota crítica foi divulgada pela organização.

“Acusações por razões políticas contra as críticas estão sendo usadas para silenciar dissidentes e impedir os outros de falar”, disse o diretor-adjunto do Departamento de Américas da Anistia Internacional, Guadalupe Marengo. “O presidente Chávez deve parar de perseguir aqueles que pensam diferente ou falam contra seu governo.”

A imprensa oficial da Venezuela a Agência Bolivariana de Notícias (ABN) não noticiou a informação nem respondeu às críticas da Anistia Internacional.

Nos últimos dias três oposicionistas ao governo Chávez foram detidos para averiguações, segundo as autoridades, por suas declarações críticas. A Anistia Internacional menciona o ex-governador de Zulia Oswaldo Álvarez Paz que foi preso em 22 de março. A prisão de Paz ocorreu depois de ele afirmar que a Venezuela se tornou um paraíso para o tráfico de drogas e insinuar supostas ligações entre Chávez e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Para a Anistia Internacional, outro caso emblemático é do deputado Wilmer Azuaje, preso em 25 de março. Ele foi acusado de supostamente insultar e bater em uma policial feminina. Mas Azuaje é um dos principais críticos de Chávez no país.

Por último, o empresário Guillermo Zuloaga, da TV Globovisión, foi preso em 25 de março e acusado de divulgar informações falsas e insultar o presidente por opiniões que expressou durante a reunião da Associação Interamericana de Imprensa, em Aruba. Os três foram liberados, mas enfrentam as acusações em processo judicial.

O organismo internacional lembra ainda que em dezembro de 2009, a juíza Maria de Lourdes Afiuni foi presa sob a acusação de cumplicidade na fuga de um ex-banqueiro. A suspeita foi levantada porque ela ordenou a sua libertação.

Também no ano passado, Richard Blanco, integrante da oposição, foi preso sob a acusação de incitar e ferir um policial durante uma manifestação. As provas contra ele se baseariam em imagens de vídeo. Para a Amnistia Internacional, não há evidências nestes vídeos.

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