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Mundo

Amorim conversa com diretor de agência internacional sobre programa nuclear do Irã

Arquivo Geral

23/03/2010 10h12

Em meio ao debate internacional sobre as suspeitas referentes ao programa de energia nuclear do Irã, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, se reúne hoje (22), no Rio de Janeiro, com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), Yukiya Amano.

Como antecipou a Agência Brasil no domingo (21), o chanceler deve dar um novo tom à posição brasileira sobre o programa iraniano. Amorim deve reafirmar o apoio aos iranianos, mas vai defender que assumam ações mais transparentes e encerrem as dúvidas em torno de seus projetos.

No cargo desde dezembro, Amano escolheu o Brasil para ser o primeiro país visitado na América do Sul, em seguida irá para a Argentina. No Brasil desde ontem (22), Amano encerra hoje sua visita depois de ter ido às usinas de Resende e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Para a diplomacia brasileira, ainda há espaço para o diálogo com o governo Ahmadinejad, mas países como Estados Unidos, França, Alemanha e Inglaterra são favoráveis à aplicação de sanções comerciais ao Irã. O tema é discutido em dois níveis – as questões técnicas são abordadas pela Aiea, enquanto as políticas e econômicas, no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Ahmadinejad nega a intenção de fabricar armas atômicas e acusa a agência de atuar “a serviço” dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais. Segundo ele, o enriquecimento a 20% do urânio tem objetivos pacíficos.

Ao assumir a função há três meses, Amano foi incisivo em relação ao Irã. Segundo ele, é necessário assumir uma posição “mais firme” em relação à controvérsia sobre o programa nuclear do Irã. Mas prometeu que seria “imparcial, confiável e profissional como diretor-geral”.

No final de novembro de 2009, o conselho da Aiea aprovou uma moção de censura contra o Irã em decorrência das dúvidas geradas por seu programa nuclear. Depois de cerca de sete anos de investigações, a agência não conseguiu confirmar se o programa nuclear é pacífico, como informa o governo Ahmadinejad.

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