O chanceler Celso Amorim afirmou hoje que o Brasil quer ser o “parceiro número um” de Cuba na nova era vivida na ilha, viagra e antecipou que em duas ou três semanas ambos os países devem fechar novos créditos para o financiamento de negócios em infra-estrutura.
“Quero declarar aqui, viagra mais que a disposição, o desejo firme, real, do Brasil de participar desse novo momento que vive Cuba, que vive a economia cubana”, disse hoje Amorim, ao inaugurar em Havana um seminário com empresários dos dois países.
Amorim, que hoje começou uma visita oficial de dois dias à ilha, destacou que “neste momento tão importante para o povo cubano”, o Brasil quer ser “o parceiro número um de Cuba”, e participar de seu “esforço de modernização da economia”.
O chanceler citou concretamente os setores do desenvolvimento tecnológico, da produção de alimentos e de infra-estrutura como formas para contribuir para que Cuba dê um “grande salto” nos próximos anos.
Em declarações a jornalistas, Amorim assinalou que ambos os países trabalham neste momento na aprovação de créditos para produtos industriais de serviços, maquinaria agrícola e construção de estradas.
“Acho que isso tudo vai estar pronto em duas ou três semanas”, disse.
O chefe da diplomacia brasileira explicou que esse financiamento ocorrerá em várias fases, com uma primeira etapa de US$ 150 milhões que se ampliará “ao longo dos anos” – para US$ 600 milhões.
Ele acrescentou que o trabalho no setor alimentício “está caminhando muito bem”, com um aumento muito grande dos limites de crédito.
O Brasil aprovou em janeiro créditos no valor de US$ 90 milhões à ilha para a importação de alimentos, que foram sendo aumentados até chegar aos US$ 200 milhões, segundo fontes da Chancelaria brasileira.
Amorim não fechou a porta para novos negócios bilaterais, e assinalou: “Acho que com este contato podemos ter mais coisas”.
“Tenho a segurança de que estamos em um caminho no qual todos ganharemos. Os empresários ganharão, mas sobretudo os povos de Brasil e Cuba ganham”, disse o chanceler.
Por sua parte, o ministro de Comércio Exterior cubano, Raúl de La Nuez, afirmou no fórum que as relações econômico-comerciais bilaterais “se encontram no melhor momento de sua história”.
“Contamos com as condições políticas, econômicas e técnicas que o favorecem”, acrescentou, ao lembrar que em 2007 o comércio bilateral foi de US$ 450 milhões e ao término de abril deste ano já cresceu em 58% com relação ao mesmo período do ano anterior.