O grupo Estado Islâmico do Iraque, vinculado à Al Qaeda, rejeitou hoje o resultado das eleições parlamentares iraquianas e ameaçou seguir a luta contra a ocupação e seus aliados.
Numa gravação de áudio divulgada em sites islâmicos, o líder do grupo, Abu Omar al-Baghdadi, questionou o resultado das eleições do dia 7 pela pouca participação dos sunitas na votação que, segundo ele, não passou de 20%.
“Isso significa que mais de 70% dos sunitas rejeitaram esse pleito e seus objetivos, e também rejeitaram e se decepcionaram com seus líderes políticos traidores e assassinos”, disse Baghdadi na mensagem, de 20 minutos de duração, cuja autenticidade não pôde ser confirmada.
“Por isso, nós anunciamos que tudo o que resultou dessas eleições não interessa em nada aos sunitas, e o próximo Governo de assassinos e traidores também não nos interessa para nada. Não muda em nada a situação”, continua.
Para o líder, nas eleições, cuja apuração final será anunciada na sexta-feira, foram eleitos alguns sunitas que assassinaram, prenderam seus compatriotas e destruíram cidades.
Além disso, criticou o ex-primeiro-ministro iraquiano Ayad Allawi, cuja coalizão Al Iraqiya lidera os resultados parciais, qualificando-o como “sionista criminoso que teve um papel maligno central em meio à ocupação do Iraque”.
“O próprio (Allawi) reconheceu que colaborou com 16 serviços secretos para conseguir esse objetivo”, assegurou Baghdadi.
Ele também disse que o seu grupo seguirá com “a luta contra o ocupante, seus ajudantes e seus agentes”.
O Estado Islâmico do Iraque, conglomerado de grupos radicais islâmicos formado em 2006 e liderado pela Al Qaeda, é responsável pelos atentados mais sangrentos registrados em Bagdá nos últimos meses.
A figura de Baghdadi está rodeada de mistério e o Governo iraquiano chegou a assegurar inclusive que tinha detido ele em maio do ano passado.
Alguns especialistas acreditam que não existe uma pessoa com esse nome, mas sim vários indivíduos ou até um grupo.