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Al Qaeda assume autoria de atentado que matou chefe militar do sul do Iêmen

Arquivo Geral

21/06/2012 15h21

A organização terrorista Al Qaeda na Península Arábica assumiu nesta quinta-feira o assassinato do comandante da zona militar do sul do Iêmen, geral Salem Qatan, que morreu num atentado suicida realizado no porto de Aden na segunda-feira passada.

 

 O grupo extremista disse em comunicado publicado em um site jihadista que Qatan foi executado pois dirigia “a campanha mista dos Estados Unidos e do Iêmen nas províncias de Abian e Shabua”, cenário desde maio de uma forte ofensiva militar que tem o objetivo de expulsar os membros da Al Qaeda desta região do país. A Al Qaeda advertiu que o atentado é “uma mensagem aos comandantes da ofensiva mista de que a organização é mais forte do que expressam suas palavras”.

 

 O grupo indicou que o ataque contra Qatan foi realizado para vingar “o sangue dos mártires que juraram combater os corruptos que aceitaram ser um objeto da guerra dos EUA contra os muçulmanos do Iêmen”. Qatan era um alvo primordial da Al Qaeda na Península Arábica pois dirigia operações contra o grupo extremista em Abian, e por isso sua baixa é considerada um forte golpe contra o exército.

 

 No momento do atentado, o general estava em seu veículo acompanhado de três pessoas indo para seu posto de trabalho em um complexo militar, quando ao reduzir a velocidade para passar por um quebra-mola, foi atacado por um suicida que detonou um cinto de explosivos. As autoridades iemenitas asseguram que dezenas de combatentes da Al Qaeda fora para Al Mehfed após fugirem de Abian devido à ofensiva do exército.

 

 Em 13 de junho, as tropas expulsaram os terroristas das cidades de Zinyibar (capital de Abian) e Yaar, que tinham caído em mãos do grupo terrorista em maio de 2011. A Al Qaeda aumentou sua atividade no Iêmen graças à situação de instabilidade que vive o país desde que em janeiro de 2011 explodiram revoltas populares contra o então presidente Ali Abdullah Saleh, que cedeu o poder ao seu vice-presidente, Abdo Rabbo Mansour Hadi, em fevereiro deste ano.

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