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Ajuda humanitária não pode alcançar porto de Misrata

Arquivo Geral

02/05/2011 12h13

A ajuda humanitária não consegue chegar há mais de 48 horas ao porto de Misrata, nem atender aos refugiados e retirar os feridos da cidade, afirmou nesta segunda-feira o porta-voz da Organização Internacional das Migrações (OIM), Jean-Philippe Chauzy.


Um navio da OIM aguarda na entrada do porto para entrar desde 9h no horário local de sábado. O impedimento se deve ao aumento da violência, detalhou Chauzy a partir de Genebra.

A área do porto de Misrata está sendo bombardeada de forma intermitente pelas forças de Muammar Kadafi, com mísseis e foguetes de morteiro, devido a sua importância estratégica, por representar a única via de acesso à cidade, bloqueada por terra há mais de dois meses.

“Estamos esperando que nos deem sinal verde a partir da Otan (encarregada de escoltar os navios) para entrar no porto de Misrata”, revelou o porta-voz, ao explicar que a OIM precisa ter segurança para entregar ajuda e embarcar as 1 mil pessoas que aguardam para deixar a região.

O navio da organização leva a bordo 180 toneladas de provisões de primeira necessidade e vai retirar de Misrata imigrantes estrangeiros e cidadãos líbios, majoritariamente civis com ferimentos graves que precisam de tratamento médico, precisou Chauzy.

Por sua vez, o Conselho Nacional Transitório (CNT), principal órgão diretor dos rebeldes em Benghazi, condenou em comunicado as tentativas das tropas de Kadafi de interromper as provisões humanitárias a Misrata.

“O regime de Kadafi bombardeia o porto de Misrata e disseminou minas nas águas para evitar a entrega da ajuda humanitária a civis inocentes”, indicou um comunicado do porta-voz do CNT, Abdel Hafid Ghoga.

O Governo de Trípoli anunciou na sexta-feira que atacaria qualquer navio que tentasse se aproximar do porto de Misrata, enquanto que a Otan denunciou que os supostos navios líbios tinham lançado minas nas águas.

A aliança disse no dia seguinte que havia iniciado o processo para retirar as minas, embora ainda não se saiba se essas operações de desativação foram concluídas e o estado do porto, bombardeado intensamente na última hora da tarde de domingo pela artilharia de Kadafi.

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