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Agência marítima da ONU se opõe a pedágio no Estreito de Ormuz

Chefe da agência marítima afirma que não há base legal para taxas na rota internacional, enquanto Teerã discute controle militar da passagem

Redação Jornal de Brasília

27/04/2026 13h28

estreito de ormuz 1

Foto de JULIEN DE ROSA / AFP

O responsável pela agência marítima da ONU, Arsenio Domínguez, reafirmou nesta segunda-feira (27) que não existe “nenhuma base legal” para cobrar um pedágio pela travessia do Estreito de Ormuz, que o Irã diz querer instaurar.

“Não existe nenhum fundamento jurídico para a introdução de qualquer imposto, qualquer tarifa ou qualquer tipo de taxa sobre os estreitos utilizados para a navegação internacional”, declarou Domínguez, secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), em entrevista coletiva.

O Irã considera que seu exército deveria ter autoridade sobre o Estreito de Ormuz e está elaborando um projeto de lei nesse sentido, declarou nesta segunda-feira (27) um funcionário do alto escalão.

Ebrahim Azizi, presidente da comissão do Parlamento iraniano sobre segurança nacional, encarregada de examinar o texto, explicou à televisão estatal que as forças armadas controlariam o estreito para, entre outras coisas, impedir a passagem de “navios hostis”.

O projeto também prevê que as taxas de passagem sejam pagas na moeda local, o rial iraniano.

Domínguez afirma estar em contato com “todos os países da região”, incluindo o Irã. O panamenho rejeitou firmemente a possibilidade de que uma solução para a reabertura do Estreito de Ormuz envolva o pagamento de uma taxa.

Domínguez insistiu em que um plano de evacuação (no qual a OMI se comprometeu a trabalhar) dos 20.000 marinheiros bloqueados, em cerca de 1.600 navios no Golfo, só poderia ser realizado uma vez que a travessia por essa rota esteja completamente garantida e em nenhum caso mediante o pagamento de um direito de passagem.

Desde o início da guerra no Oriente Médio, que começou com ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro, o governo de Teerã decidiu bloquear o Estreito de Ormuz, vital para o abastecimento de hidrocarbonetos.

AFP

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