Os afetados pelo terremoto registrado em Mianmar na quinta-feira passada necessitam de água e alimentos, enquanto se generaliza a opinião de que o resgate das vítimas seria mais rápido com os meios adequados.
No entanto, os meios de comunicação do país, todos controlados pelo Estado, informam neste domingo de uma situação sob controle e com as operações de assistência humanitária em andamento.
Além disso, mantêm os mesmos números de sábado de 73 mortos, 125 feridos e 224 casas, 11 centros religiosos e nove edifícios governamentais destruídos.
O Escritório de Ajuda Humanitária da ONU (Ocha) calcula com informações da Unicef e outras organizações humanitárias que operam na região que o número de afetados ronda os 110,5 mil, enquanto as autoridades omitem este dado.
O jornal “The New Light of Myanmar”, que ao ser editado em inglês é o mais usado pelo regime militar para publicar suas mensagens à comunidade internacional, dedica a capa da edição dominical à eficaz resposta do regime.
No entanto, a informação divulgada pela dissidência e grupos rebeldes que operam na área afetada descreve um cenário diferente.
“Os mortos são muitos mais do que dizem os números oficiais. Há muitas pessoas que continuam desaparecidas”, afirmou o repórter birmanês Puenkham Payakwong, em declarações telefônicas ao jornal tailandês “Bangcoc Post”.
A Cruz Vermelha de Mianmar calcula que o número de mortos vai duplicar, mas “os trabalhos são prejudicados pela falta de especialistas, equipes e cães treinados”.