Menu
Mundo

Acidente de ônibus mata 22 estudantes na Suíça

Arquivo Geral

14/03/2012 13h10

Quando retornavam das férias em uma estação de esqui nos Alpes, 22 estudantes belgas morreram no túnel de uma estrada no sul da Suíça, em um acidente de ônibus que comoveu os dois países.

 

Seis adultos morreram no acidente, que aconteceu quando o ônibus no qual viajavam pela estrada A9, na altura da localidade de Sierre, se chocou às 17h15 de terça-feira (no horário de Brasília) contra uma parede do túnel por razões que ainda são desconhecidas.

 

Outras 24 crianças, todas elas com cerca de 12 anos, ficaram feridas com diferentes gravidades e foram internadas em vários Hospitais, onde receberão suas famílias que viajaram para a Suíça em aviões militares.

 

O primeiro-ministro belga, Elio di Rupo, que se declarou “consternado” pela tragédia, viajou também à Suíça para se deslocar à cidade de Sion, a cerca de 15 quilômetros do lugar do acidente, onde receberá as famílias das vítimas.

 

A delegação belga viajou acompanhada por uma equipe de psicólogos para atender aos pais das crianças, que deveriam ter chegado na manhã desta quarta-feira em suas casas após férias no vale de Anniviers junto com outros estudantes de colégios do norte da Bélgica.

 

O presidente da comuna de Sierre, François Genoud, declarou à Agência Efe que se trata de “um drama possivelmente sem precedentes na Suíça”, uma “catástrofe terrível” que aconteceu quando o ônibus “tinha percorrido apenas 12 quilômetros” pela estrada.

 

Trata-se do segundo acidente de estrada mais grave da história da Suíça, após o que custou a vida de 39 pessoas em 1982 nas proximidades de Zurique (norte do país), quando um ônibus foi atingido por um trem em uma passagem de nível sem barreiras.

 

Genoud afirmou que o túnel onde aconteceu o acidente, inaugurado em novembro de 1999 e com 2,5 quilômetros de longitude, “não é mais perigoso que outros lugares da estrada”, mas reconheceu que neste local já aconteceram alguns acidentes menores.

 

No entanto, ele ressaltou que a calçada estava “em bom estado”, que não havia muito trânsito a essa hora e que o impacto ocorreu em um “lance reto”, por isso que “é difícil compreender o que aconteceu”.

 

Genoud explicou que nos trabalhos de resgate das vítimas do acidente do ônibus, que se chocou por razões desconhecidas contra a parede de um túnel da estrada A9, participaram cerca de 200 pessoas, entre bombeiros, policiais e equipe médica.

 

“Foi estabelecido um dispositivo de ajuda psicológica para estas pessoas”, disse, explicando que foram necessárias horas para tirar dos ferros retorcidos do ônibus os 28 mortos e 24 feridos. Os dois motoristas do ônibus estão entre os mortos.

 

Os feridos mais graves foram internados no Centro Hospitalar Universitário de Vaud (CHUV), em Lausanne, e no hospital da Ilha de Berna, a capital do país, e não são descartadas novas mudanças entre os feridos com complicações.

 

O Governo belga informou que os motoristas tinham chegado na segunda-feira à Suíça para o transporte dos estudantes e seus monitores, e que o acidente aconteceu após apenas uma hora de percurso, por isso que o cansaço não deveria ser a razão do acidente.

 

O veículo era propriedade da empresa Toptours, com sede na localidade belga de Aarschot, e tinha cumprido com todas as revisões técnicas, a última delas em outubro do ano passado e vigente até meados de abril.

 

O presidente do Conselho de Estado de Valais, Jacques Melly, confirmou à rádio suíça “RTS” que “o ônibus era quase novo”, e que a investigação determinará o que aconteceu.

 

“É preciso averiguar a razão de o ônibus ter se desviado para a direita e batido contra a parede de uma das saídas de emergência do túnel”, explicou Melly, acrescentando que “o importante agora é pensar nas famílias e na tragédia que isto representa para elas”.

 

O acidente comoveu a sociedade suíça, que acordou conhecendo pouco a pouco os detalhes do trágico acidente. A presidente da Confederação Helvética, Eveline Widmer-Schlumpf, expressou sua “tristeza” pelo ocorrido e em nome dos suíços transmitiu as condolências às famílias das vítimas, que saudará no cantão de Valais.

 

Em um breve comunicado, ela afirmou que seu Governo e a Suíça farão tudo o que está a seu alcance para ajudar os feridos que tentam se recuperar e ajudar também as famílias dos falecidos.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado