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Economia

Wall Street fecha com tendências mistas diante da escalada entre EUA e Irã

O Dow Jones recuou 1,09% e o S&P 500, 0,28%, enquanto o Nasdaq avançou 0,20% graças à compra de ações do setor de semicondutores.

Redação Jornal de Brasília

08/07/2026 18h55

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Uma pessoa caminha perto da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em Wall Street em 17 de março de 2025 na cidade de Nova York. (Foto de ANGELA WEISS / AFP)

A Bolsa de Nova York terminou a quarta-feira (8) sem uma tendência clara, pressionada pela alta dos preços do petróleo e dos juros dos títulos americanos devido ao novo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã.

O Dow Jones recuou 1,09% e o S&P 500, 0,28%, enquanto o Nasdaq avançou 0,20% graças à compra de ações do setor de semicondutores.

“A escalada das tensões entre Washington e Teerã provoca turbulências em Wall Street, enquanto Donald Trump declarou que o cessar‑fogo entre os dois países chegou ao fim”, resume José Torres, analista da Interactive Brokers. Em reação a essas declarações, os preços do petróleo dispararam cerca de 5%.

Os investidores temem “um aumento generalizado dos custos” para as empresas e “uma inflação maior”, ressalta Torres.

No mercado de renda fixa, o rendimento do título americano de dez anos situava‑se em 4,57% por volta das 20h15 GMT, contra 4,55% no fechamento da sessão anterior e 4,47% na segunda‑feira.

“Os papéis sensíveis ao ciclo econômico estão sendo particularmente afetados”, aponta Torres. É o caso do setor de turismo (Airbnb -3,93%, Booking -4,21%), dos bancos (JPMorgan -2,54%, Bank of America -2,61%) ou da indústria (Honeywell -2,08%).

Por sua vez, as gigantes do petróleo se beneficiaram da alta dos preços do petróleo, como Chevron (+1,11%) ou ConocoPhillips (+2,10%).

“O setor de tecnologia contribui para limitar as perdas no índice Nasdaq, já que os semicondutores despertam certo interesse entre os compradores após a queda registrada ontem”, observam os analistas da Briefing.com. A gigante Nvidia subiu 3,65%, Micron, 1,11%, e Broadcom, 4,83%.

© Agence France-Presse

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