Não está no plano do Tesouro Nacional no momento fazer emissões que não sejam em real e dólar, comentou o Subsecretário da Dívida Pública do Tesouro, Paulo Valle. “Nosso objetivo é ter real e dólar com bastante liquidez, porque o investidor estrangeiro pode comprar o título em dólar e ‘swapar’ para a moeda que queira”, destacou.
De acordo com Valle, a ação do Tesouro segue uma estratégia clara, que é a de emitir títulos em dólares de 10 e 30 anos e em reais de 10 anos, com perspectiva de alongamento desse prazo ao longo do tempo. “Provavelmente faremos uma reabertura do título de 10 anos (em dólar). Em algum momento, vamos criar um novo (papel), de 30 anos em dólar”.
Seguro ele, o caixa externo do governo está em condições “confortáveis”, pois já “pre-financiou” a dívida externa para os próximos dois anos e tem US$ 378 bilhões em reservas internacionais. Valle afirmou ainda que o movimento de redução dos juros pelo Banco Central, que cortou a taxa básica de 12,50% ao ano para 7,5% ao ano e fez com que a taxa de juro real atinja o patamar de 2%, estimula investidores a trocarem títulos da dívida pública do tipo NTN-B com prazo de maturação mais curta por papéis mais longos. “Acredito que isso é uma tendência, pois com a queda da taxa de juros havia um movimento geral no mercado de alongamento e o leilão de NTN-B é uma boa maneira para alongar”, destacou.