Marcelo Viera
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As festas de fim de ano passaram. Daqui para frente, nada melhor do que elaborar novas metas, sobretudo aquelas que têm relação direta com a saúde do bolso. Para que 2012 não seja um ano difícil no plano financeiro, é essencial organizar uma planilha dos gastos mensais, pesando a necessidade de cada item.
Wiliam Eid, consultor financeiro e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), sugere que as despesas sejam divididas emgrupos, como alimentação, educação, juros, lazer, saúde, transporte e outros. O importante é seguir o roteiro que mais auxiliar a memória. “Ao fazer o orçamento mensal, as pessoas passam a contar com o fator previsibilidade, e isso, em termos de planejamento, é básico para não ficar no vermelho”, diz o consultor.
Para esboçar uma boa planilha, é ideal agrupar as despesas. As fixas são aquelas como aluguel, condomínio, água e luz. Já as variáveis incluem os gastos no supermercado, entre outros. Segundo Eid, este item consome boa parte do salário e é sempre bom estimá-lo. Geralmente, ele fica registrado no cartão de crédito, débito ou no talão de cheques.
A parte mais difícil na elaboração de uma planilha diz respeito ao controle dos pequenos gastos, como o cafezinho e a garrafa de água mineral. Eles fazem diferença a longo prazo. Imagine, por exemplo, que todo dia você gaste R$ 10 com essas pequenas despesas. No final do ano, serão R$ 3.650 gastos.
O mais importante na elaboração da planilha é equacionar a participação dos membros da família nos gastos gerais. “O envolvimento de todos é primordial para a saúde financeira do grupo”, diz o consultor Gustavo Gerbasi. Ele dá um exemplo. “A conta de luz é um dos subitens mais caros do item moradia. A um dos membros da família pode-se delegar a responsabilidade de apagar todas as luzes acesas desnecessariamente na casa. Pode-se, ainda, estabelecer a diminuição do tempo de banho. Um banho de 15 minutos consome 135 litros de água. Se fechar o registro ao se ensaboar, e reduzir o tempo para cinco minutos, o consumo cai para 45 litros”.
Revisão
Uma vez feita a planilha, é importante que esta seja revista mensalmente para verificar se os gastos foram controlados de forma satisfatória. Assim, dedique um dia do mês para controlar o seu progresso e, se necessário, promover ajustes no plano. Caso esteja falhando em alguma área, procure encontrar o motivo. Segundo especialistas, o importante é vencer os primeiros cinco meses. A partir daí, o controle de gastos vira rotina. Deve-se levar em conta, ainda, as despesas não previstas.
Todo início de mês, quando recebe o salário, a operadora de caixa Dinair Adrino recorre ao seu caderno de receitas e despesas, que mantém durante o ano todo. “Reservo esse caderno para o meu controle de gastos. Tenho os fixos, como aluguel, luz, escola, prestação do carro, água e mercado. As eventuais, como diversão, eu controlo com muito rigor, senão fico sem dinheiro antes de receber o salário do mês seguinte”. Já a consultora de vendas Joana Darc Mito não faz qualquer tipo de controle. Deixa a tarefa para a mãe, mas diz que “um dia terá que assumir” o controle de suas contas.
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