O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, recebeu nesta terça-feira (27/4) a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff, para discutir a ampliação de investimentos em infraestrutura energética e o fortalecimento de parcerias no âmbito do BRICS.
Ex-ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff teve papel central na última grande reforma do setor elétrico brasileiro, o que reforça o caráter institucional do diálogo com a atual gestão.
Durante o encontro, Silveira destacou o ambiente de segurança regulatória e previsibilidade consolidado no setor, com avanços em leilões estruturantes. Ele ressaltou o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 (LRCAP), o maior certame de geração da história do país, que contratou 19 GW e estima economia em bilhões de reais ao longo dos contratos, fortalecendo a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional.
Para o ministro, a agenda reafirma a continuidade e evolução institucional do setor elétrico. “Receber a presidenta Dilma Rousseff, que já esteve à frente do MME e conduziu uma das mais importantes reformas do setor, é a reafirmação de que o Brasil sabe construir políticas de Estado. Hoje, damos sequência a esse processo, com uma nova agenda de modernização, segurança energética e atração de investimentos, em diálogo com parceiros estratégicos como o BRICS, para ampliar a nossa infraestrutura e fortalecer o papel do país na transição energética global”, declarou.
Silveira mencionou que o setor elétrico passa por um novo ciclo de modernização sob sua gestão, com medidas para ampliar a competitividade, atrair investimentos e garantir segurança energética, alinhadas à transição energética e à expansão da demanda.
O diálogo também abordou oportunidades de cooperação entre o Brasil e o BRICS em projetos de expansão da infraestrutura energética, incluindo transmissão, integração de sistemas e soluções sustentáveis para segurança energética. A reunião reforça o alinhamento entre o Ministério de Minas e Energia e o Banco do BRICS na promoção de projetos estruturantes, com potencial para gerar desenvolvimento econômico, atrair investimentos e ampliar a oferta de energia no Brasil e em países parceiros.