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Economia

São Paulo tem a cesta básica mais cara do País

Arquivo Geral

04/06/2012 11h48

São Paulo permaneceu no topo do ranking das capitais com a cesta básica mais cara do País em maio. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta segunda-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o preço da cesta na capital paulista avançou 2,32% ante abril, para R$ 283,69, o maior valor apurado entre as 17 cidades pesquisadas pelo Dieese. Nos cinco primeiros meses de 2012, a variação da cesta paulistana também é de 2,32% e, nos últimos 12 meses até maio, a alta acumulada é de 3,92%.

Em maio, Porto Alegre deu lugar a Manaus na segunda posição no ranking das cestas mais caras do País. No mês passado, o preço dos produtos alimentícios básicos na capital do Amazonas atingiu, em média, R$ 272,86, o que representou alta de 2,12% em relação ao registrado em abril. Na sequência, aparece a capital gaúcha, cuja cesta básica teve alta de 1,62%, com preço médio de R$ 272,45.

Em contrapartida, entre as capitais com a cesta básica mais barata, o primeiro lugar é ocupado por Aracaju, onde a cesta em maio, em média, custava R$ 199,26, com avanço de 3,50% ante abril. A segunda cesta com preço mais baixo é a de João Pessoa, a R$ 225,94, com elevação de 4,14% em relação a abril.

Produtos – De acordo com o Dieese, em São Paulo apenas 2 dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram redução nos preços em maio ante abril: café em pó (-1,11%) e manteiga (-0,77%). O preço do pão francês ficou estável.

Em sentido oposto, os aumentos foram verificados em tomate (12,36%), batata (8,51%), óleo de soja (6,90%), feijão carioquinha (6,24%), arroz agulhinha (3,65%), farinha de trigo (2,27%), açúcar refinado (1,90%), banana nanica (0,76%), leite in natura integral (0,43%) e carne bovina de primeira (0,25%).

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    Os paulistanos permaneceram no topo do ranking dos consumidores que pagaram mais caro pela cesta básica em março. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta segunda-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apesar da queda de 1,19% no mês passado, o custo dos alimentos básicos na capital paulista ficou em R$ 273,25, o maior dentre as 17 cidades que fazem parte do levantamento. No primeiro trimestre de 2012, o preço da cesta básica em São Paulo acumula variação negativa de 1,45%, mas, em 12 meses, o aumento é de 2,12%.

    O segundo posto ficou com Porto Alegre entre as cidades com o valor da cesta mais elevado. Em março, o preço dos produtos alimentícios básicos na capital gaúcha atingiu, em média, R$ 264,19, o que representou uma queda de 2,01% em relação ao registrado em fevereiro.

    Em Belo Horizonte e Vitória o preço da cesta básica ficou praticamente o mesmo no mês passado. Enquanto os mineiros tiveram de gastar R$ 260,93 para comprar alimentos de primeira necessidade em março, os capixabas desembolsaram R$ 260,23. Apesar dos valores terem ficado próximos, vale ressaltar que em Belo Horizonte o custo dos alimentos básicos diminuiu 1,27%, enquanto em Vitória a queda foi maior, de 2,60% em março ante fevereiro.

    A cidade de Aracaju foi o local onde o preço da cesta básica permaneceu com o menor valor, de R$ 192,41, apesar do aumento de 2,03% apresentado em março; seguida por Fortaleza, com R$ 211,39. Na capital do Ceará, os alimentos básicos tiveram recuo de 1,33% no mês passado.

    Produtos

    De acordo com o Dieese, os aumentos dos preços da cesta básica na cidade de São Paulo – que registrou o valor mais alto em março – foram moderados. Segundo o levantamento, do total de 13 itens pesquisados, seis subiram: óleo de soja (1,43%), leite in natura integral (0,82%) e feijão carioquinha (0,42%). Os custos do tomate e da banana nanica tiveram elevação de 0,37%, enquanto o do café teve alta de 0,25% em março.

    O preço da batata registrou queda expressiva de 4,89% no mês passado ante fevereiro. Os consumidores também pagaram menos pela carne bovina, que caiu 2,97%. O açúcar refinado (-1,40%) e o pão francês (-0,42%) foram outros itens a apresentar queda de preço em março.

    Já no acumulado do primeiro trimestre, o cenário é bem diferente, como mostra o Dieese. O valor do feijão, por exemplo, disparou 58,94%. Os paulistanos ainda tiveram de desembolsar mais para adquirir produtos do dia a dia, como café e manteiga, que subiram, respectivamente, 25,35% e 17,56%, no período.

    Na contramão, na capital paulista, houve retração nos preços do tomate (-34,22%), batata (-10,26%), farinha de trigo (-2,83%), açúcar (-2,30%) e arroz (-0,52%) entre os meses de janeiro a março de 2012.

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