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Economia

Petrobras planeja aumentar preço da gasolina se corte de impostos for aprovado no Congresso

Presidente da estatal diz que reajuste pode ocorrer após projeto do governo, mas impacto não deve chegar ao consumidor final

Redação Jornal de Brasília

28/04/2026 12h48

Navio da Petrobras na margem equatorial brasileira

Plataforma de petróleo. Foto: Reprodução

NICOLA PAMPLONA
FOLHAPRESS

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira (28) que a empresa planeja aumentar o preço da gasolina após eventual aprovação de projeto de lei que permite o uso de receitas extraordinárias do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis.

“Quando você reduz o preço de PIS/Cofins, tem espaço para produtores e importadores aumentarem o preço de gasolina sem que esse preço chegue ao consumidor”, afirmou a executiva, em entrevista em evento em Duque de Caxias (RJ).

O governo protocolou na semana passada um projeto de lei para permitir o uso da arrecadação extraordinária gerada pela escalada do petróleo após o início da guerra no Irã no combate à alta de preços dos combustíveis no país.

O foco é a gasolina, já que os impostos federais sobre o diesel foram zerados logo após o início da guerra. Magda disse que, se o projeto for aprovado pelo Congresso Nacional, a Petrobras fará o reajuste. Frisou, porém, que o consumidor final não será atingido.

“Eu acredito que o governo federal está empenhado, e os congressistas estão empenhados em entregar valor para a sociedade, está todo mundo na mesma página. E esse projeto vai dar certo”, afirmou.

O diesel foi o foco inicial do governo porque o país depende de importações para abastecer cerca de 30% da demanda interna. Com isenção de impostos e dois programas de subvenção, a avaliação é que está resolvida no curto prazo.

Já a gasolina é produzida quase totalmente no país. Mas os preços vêm disparando nas últimas semanas.

Na abertura do mercado desta terça, por exemplo, o preço médio de venda nas refinarias da estatal estava R$ 1,70 por litro abaixo da paridade de importação calculada pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

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