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País deve ampliar laços com Alemanha por “hidrogênio verde”, dizem membros do setor energético

O Brasil tem 85% de matriz sustentável e tem potencial para ser um dos líderes da transição energética em curso no planeta

Foto: Miguel Ângelo/CNI

Maria Eduarda Cardoso
(Jornal de Brasília / Agência de Notícias UniCEUB)

Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-26), que será realizada entre os dias 30 de outubro e 12 de novembro de 2021, as questões ambiental e energética estão no foco central dos debates internacionais.

Nesta sexta-feira (22), um seminário virtual (webinar) “Brasil e Alemanha e o Potencial do Hidrogênio Verde” contou com a presença de Kristina Kramer, secretária-geral da German-Brazilian Energy Partnership, e André Clark, CEO da Siemens Energy, para discutir a relação entre Brasil e Alemanha no desenvolvimento da tecnologia do hidrogênio verde. O evento foi organizado pelos escritórios de advocacia Castro Barros e Blomstein

Os moderadores da palestra, Bruno Galvão e Paulo Dantas, falaram inicialmente sobre as estreitas relações que Alemanha e Brasil podem desenvolver a partir do incentivo à tecnologia como o hidrogênio verde.

Segundo o Balanço Energético Nacional, o Brasil tem 85% de matriz sustentável e tem potencial para ser um dos líderes da transição energética em curso no planeta.

A expressão “hidrogênio verde” faz referência ao processo de obtenção de energia a partir de fontes renováveis, sem emissão de carbono. A Alemanha é pioneira nesse tipo de geração de energia e pretende ampliar o mercado para conseguir mais fornecedores e investidores na transição de matriz energética.

André Clark vê potencial no estreitamento nas relações entre Brasil e Alemanha. “A ideia de conectar o Brasil com a Alemanha é estrategicamente potente. Pode gerar laços fundamentais para o futuro dos dois países”.

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O programa de desenvolvimento da Alemanha conta com instrumentos preliminares. Entre eles estão:  O h2 global, para incentivar o mercado de produção e importação, Fnd, para projetos bilaterais, e parcerias públicas e privadas no âmbito internacional.

Segundo os conferencistas, o Brasil está no radar para investimentos e desenvolvimento da tecnologia. Tem abundância de energia renovável, potencial de expansão, mercado interno não explorado, produção de fertilizantes, capacidade de abranger a eletrólise, portos em posições estratégicas, estrutura empresarial importante e potencial de inovação na área de pesquisa. Além disso, a crise hídrica enfrentada atualmente pode ser considerada um impulso para adotar essa tecnologia.

Kristina Kramer acredita que o desenvolvimento desse mercado é essencial, mesmo com inseguranças. “Temos que desenvolver o mercado. Sobretudo, a questão do preço, com desenvolvimento de tecnologias. Estamos no momento inicial do mercado então certas inseguranças são esperadas”.

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