A OGX, petrolífera do empresário Eike Batista, anunciou nesta terça-feira a viabilidade comercial de parte da área que explora no complexo marinho de Waimea, onde foi calculado um volume recuperável de 110 milhões de barris de petróleo.
A declaração foi comunicada à Agência Nacional de Petróleo (ANP) após o êxito obtido com um Teste de Longa Duração (TLD) realizado no poço OGX-26HP, assinalou a empresa em comunicado.
A área de Waimea, que passa a se chamar Campo de Tubarão Azul, pertence ao bloco BM-C-41, uma concessão localizada na Bacia de Campos na qual a OGX tem 100% de participação.
A OGX já tinha anunciado em abril o valor comercial de uma jazida próxima ao local que foi batizada como Campo de Tubarão Martelo, situada nas concessões BM-C-39 e BM-C-40, e na qual se calcula um volume recuperável de 285 milhões de barris de petróleo.
A companhia petrolífera, no entanto, não começou a produzir no campo Tubarão Martelo, o que está previsto para o próximo ano.
O teste realizado em Tubarão Azul permitiu extrair em fevereiro e março deste ano uma média de 11 mil barris diários de petróleo e “confirmou a excelente produtividade da jazida”.
Parte do 1,2 milhão de barris extraídos do Complexo de Waimea foi vendida em março à multinacional Shell, a primeira carga entregue pela OGX e o início de geração de caixa desta companhia criada em 2007.
Em seus primeiros 51 dias de operação, o campo gerou recursos de R$ 56,4 milhões.
A OGX também informou a seus acionistas que, no primeiro trimestre do ano, registrou perdas líquidas de R$ 144,8 milhões, referentes principalmente aos custos de produção, dado que a empresa só começou a gerar caixa há dois meses.
“Este trimestre foi de extrema importância para a OGX, pois além de termos iniciado a produção na Bacia de Campos e entregue a primeira carga à Shell, realizamos novas descobertas significativas nas bacias de Campos e Santos”, assinalou o diretor presidente da empresa, Paulo Mendonça.
O início da produção permitirá que a petrolífera comece a reverter os resultados negativos que acumulou nos últimos anos, nos quais fez grandes investimentos para adquirir 29 concessões em águas profundas e iniciar sua prospecção. Em 2011, ano em que investiu R$ 3,1 bilhões, a empresa perdeu R$ 509,9 milhões.