O secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Eletrônico (OCDE), Ángel Gurría, advertiu que, para que se possa fazer os ajustes que permitam reduzir o déficit e a dívida pública, é preciso crescimento econômico e, portanto, as políticas têm que favorecê-lo tanto quanto possível.
“Pôr as finanças públicas em um rumo sustentável a médio prazo requer marcos fiscais adequados e um compromisso com planos de ajuste claros e críveis”, disse Gurría em artigo divulgado nesta sexta-feira pela OCDE.
Ele acrescentou, porém, que, como as reduções do déficit e da dívida precisam de crescimento econômico, o ajuste fiscal tem que ser o mais propício possível ao crescimento.
Ele ainda constatou que, tendo em vista os baixos níveis em que estão as taxas de juros, há uma margem limitada para estimular a atividade com política monetária. Nesse contexto, estimou que um caminho promissor é melhorar a estrutura básica e a natureza da economia e da sociedade.
Gurría reconheceu que, à vista da evolução em 2011, o caminho da recuperação é difícil, mas acrescentou: “Cair no pessimismo sem esperança não é uma opção, temos que reinjetar esperança e confiança”.