O número de famílias com algum tipo de dívida entre cheque pré-datado, cartão de crédito, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros passou de 598.395 (80,8%) em outubro para 612.512 (82,7%) em novembro no DF. É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF).
O estudo mostra também um aumento no número de inadimplentes. O universo das famílias com contas em atraso passou de 64.659 em outubro para 75.230 em novembro. Para o presidente da Fecomécio-DF, Adelmir Santana, isso mostra que o brasiliense está sofrendo com a inflação, juros altos e a falta de planejamento das finanças pessoais. “Com a inflação e a alta dos juros, o consumidor acabou se descontrolando. As pessoas tiveram dificuldades em entender que é preciso controlar as dívidas. O consumidor deve colocar no papel quanto tem para receber e quanto está devendo”, aponta.
O foco do endividamento continua no cartão de crédito. Do total de famílias endividadas, 90,6% se disseram comprometidas nessa modalidade. Algumas acumulam mais de um tipo de dívida. Dentre as famílias com contas em atraso, 50,3% disseram ter condições de quitar suas dívidas totalmente e 46,5% afirmaram ter condições de quitar o montante parcialmente. Do universo de famílias endividadas, apenas 3,2% disseram não ter condições de quitar as contas.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) foi realizada com uma amostra de 600 famílias. O estudo serve para orientar os empresários do comércio de bens, serviços e turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica, uma vez que permite o acompanhamento do perfil de endividamento do consumidor e sua percepção em relação à capacidade de pagamento.
