Sheila Oliveira
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As mulheres são mais da metade dos trabalhadores (60,3%) desempregados no Distrito Federal, de acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego no DF (PED), divulgada pela Secretaria de Trabalho, Codeplan e Dieese. E, nesse universo, as negras e as mulheres jovens, com idades entre 16 e 24 anos, são as mais atingidas.
“O dado revela os estigmas sociais atrelados ao mercado de trabalho”, destaca a economista Adalgiza Amaral, do Dieese. Para Elaine Afonso, 31 anos, que é negra e ficou desempregrada por mais de cinco anos, a situação deixa claro o preconceito existente no mercado. “É mais fácil um homem sem instrução e qualificação conseguir emprego do que uma mulher negra. Isso é racismo. É uma pena que ainda exista este tipo de situação”, afirma.
A taxa de desemprego registrada no DF em janeiro foi de 11,5%, o que representa aumento de 0,5% em comparação com dezembro de 2011. O ano começou com 163 mil pessoas desempregadas, oito mil a mais que no mês anterior.
Segundo o diretor de Informações da Codeplan, Júlio Miragaya, o desemprego no começo do ano pode ser explicado pelo aumento da População Economicamente Ativa (PEA). “Mais pessoas estão a procura de emprego. O que é um movimento normal do mercado de trabalho”, explica. “No segundo semestre do ano passado, a PEA do DF se manteve estagnada. As pessoas com idade para trabalhar não estavam interessadas em ocupar um posto de trabalho”, afirma Miragaya.
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