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Economia

Mulheres lideram o empreendedorismo no DF

Arquivo Geral

24/08/2012 21h13

Mapear as principais características, perfis e as demandas de empreendedores individuais e micro e pequenas empresas é uma das preocupações do Sebrae no DF. No início do mês de agosto, o Sebrae Nacional divulgou um estudo completo com os principais indicadores referentes ao empreendedorismo local. Com a pesquisa, foi possível constatar, por exemplo, que 56% dos empreendedores são mulheres.

  Os dados foram extraídos do Cadastro Nacional de Clientes. A análise revelou dados como principais atividades econômicas, faixas etárias, gêneros, escolaridades, municípios, setores, tempos de registro e de vida. Apenas neste período, o Sebrae no DF atendeu 14.183 empresas, com destaque para a Orientação Técnica Presencial Individual com 56,8%, o que corresponde a 10.737 empresas atendidas.

  Os números comprovam que o Distrito Federal ocupa posição de destaque em relação ao País em diversos aspectos. O estudo revela que a região é um terreno fértil para aqueles que buscam no empreendedorismo uma possibilidade de contribuir para a geração de empregos ou ser dono do próprio negócio. As atividades mais atendidas pelo Sebrae no DF são as de cabeleireiro, com 1.675 empresas e 11,8% de participação; comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios, com 1.498 empresas e 10,6% de participação; e os restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas, com 910 empresas e 6,4%.

  O empreendedor individual corresponde a cerca de 50 mil cadastrados, sendo que quase 50% registraram suas atividades enquanto trabalhavam com carteira assinada, o que comprova o empreendedorismo por opção. Quase todos os formalizados no DF recomendam a regularização, número que corresponde a 97%, 3% a mais que os demais estados. Além disso, 59% aumentaram o investimento após o registro como EI, o que demonstra dedicação e otimismo em relação ao novo empreendimento.

  Para o superintendente do Sebrae no DF, Antônio Valdir Oliveira Filho, a liderança feminina traduzida nos números revela que as empresárias investem na formalização. “A mulher saiu do papel de ser dona de casa para tocar o próprio negócio, mas muitas conseguem conciliar e dividir o tempo da empresa com a família”, disse. Para Valdir, o grande desafio da instituição é oferecer ferramentas diferenciadas e eficazes para atender os empreendedores individuais. “Percebemos que nosso público está mudando, e temos que estar prontos para oferecer as melhores soluções de acordo com as demandas”.

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