Devido ao imenso aumento da demanda, o mercado de criptomoedas está em franca expansão e pode ser visto de muitas maneiras diferentes. Já é possível pagar com criptomoedas em muitas plataformas na Internet ou apostar em seu tempo livre nos melhores cassinos de Bitcoin do Brasil e, com um pouco de sorte, ganhar o dobro. Em El Salvador, o Bitcoin foi até introduzido como moeda nacional oficial no outono de 2021 sob o comando do presidente Nayib Bukele.
Empresas de todo o mundo gerenciam parte de seus ativos em ativos digitais e a classe média também está investindo cada vez mais em moedas na esperança de um aumento lucrativo nos preços. Aqui no Brasil, também, o assunto é quente e há muitas opções para entrar em ação. Recentemente, o Itaú Unibanco, o maior banco da América Latina, até entrou no negócio e oferece a seus clientes o uso de um aplicativo especial de negociação.
Por mais atraente que seja a negociação, ainda é preciso estar ciente dos riscos envolvidos. Outro ponto é obter informações detalhadas sobre a tributação dos lucros obtidos. Com relação a isso, é possível que em breve haja mudanças governamentais em favor dos investidores. Aqui explicamos quais são elas.
Por que tantos brasileiros estão interessados em criptomoedas?
Deve haver um motivo pelo qual o mercado brasileiro de criptomoedas é um dos maiores do continente sul-americano. Certamente, temos uma economia forte e uma grande população, mas outros aspectos explicam a maior participação: em primeiro lugar, os habitantes estão muito abertos a essa nova forma de investir dinheiro e às oportunidades que ela oferece para o futuro.
Além disso, devido à inflação e às incertezas econômicas globais, há um desejo crescente de proteger as finanças de outras formas. Manter o dinheiro no banco, como se fazia décadas atrás para contar com taxas de juros seguras, não é mais uma opção hoje em dia, e é por isso que alternativas estão sendo consideradas.
Afinal de contas, o crescente mercado de criptomoedas é alimentado pela estabilidade relativamente boa do real, o que dá aos investidores a segurança de que precisam para tentar a sorte com esse tipo de especulação.
Como nossas vidas estão se tornando cada vez mais digitalizadas, é natural que as pessoas não queiram perder as oportunidades de usar moedas digitais, e é por isso que esse período de agitação parece ideal para o grande sucesso da Bitcoin & Co. no Brasil.
Quais moedas digitais são particularmente populares?
A maior demanda ainda é pela mãe de todas as criptomoedas: o Bitcoin. Em março de 2024, ela registrou um novo recorde histórico de cerca de US$ 73.750, pouco antes de sua quarta redução pela metade. Embora esse valor tenha caído significativamente desde então, muitos investidores ainda acreditam em seu crescimento contínuo, e é por isso que as moedas são ativamente negociadas.
As stablecoins também são muito populares no país. São criptomoedas cuja tendência de preço é controlada por um ativo fixo, como uma moeda fiduciária, como o dólar americano ou o euro. A stablecoin mais conhecida e bem-sucedida é a Tether, superada apenas pela Bitcoin e pela Ethereum, com sua imensa capitalização de mercado de cerca de US$ 112 bilhões.
Altcoins como Ripple, Solana e Cardano também contam com uma grande base de compradores. Além disso, não há praticamente nenhum outro país onde o interesse em memecoins como Dogecoin ou Shiba Inu seja tão grande quanto na Alemanha.
Como a demanda será atendida?
Com uma taxa de crescimento de cerca de 30 por cento ao ano, os provedores no Brasil não têm mãos a medir para tentar fornecer mercados online suficientes para a negociação de criptomoedas. A maior parte da atividade ocorre através das populares bolsas de criptomoedas licenciadas, principalmente o Mercado Bitcoin.
No entanto, plataformas menores também oferecem seus serviços. Como já foi mencionado, o Itaú Unibanco já abriu sua própria plataforma de negociação, e outros imitadores podem se seguir. É interessante notar que a proporção de mulheres investidoras está a aumentar de forma constante num mercado que ainda é dominado por homens.
Que papel o tema desempenha nos países vizinhos?
Na América do Sul, a Colômbia é o único país que está à nossa frente em termos de crescimento do mercado de criptomoedas. O número de usuários registrados para negociação aumentou recentemente em 60% em comparação com o ano anterior.
Em geral, as criptomoedas estão em alta em todos os lugares. De acordo com pesquisas da empresa de cartões de crédito, metade de todos os clientes já usou uma criptomoeda comum para fazer um pagamento digital pelo menos uma vez. Em muitas outras partes do mundo, esse número ainda está longe de ser alcançado.
Até que ponto a atividade é regulamentada pelo Estado?
Devido ao aumento do número de usuários e à presença do comércio de criptomoedas em todos os meios de comunicação, ele tem se tornado cada vez mais uma questão política nos últimos anos. Como resultado, o governo reconheceu a necessidade urgente de submeter o mercado brasileiro a certos padrões para garantir maior segurança com a ajuda de estruturas claras.
Assim, já em 2021, o parlamento começou a examinar os projetos de lei que previam a regulamentação das transações. Como resultado, uma lei foi aprovada em dezembro de 2022, designando o banco central local como o órgão de alto nível responsável pelo monitoramento das bolsas de criptomoedas.
Como os lucros das criptomoedas devem ser tributados?
Também é necessário tomar medidas urgentes com relação à tributação. No momento, as criptomoedas continuam a ser classificadas como ativos e, portanto, são tributadas a uma taxa muito mais alta do que as ações, por exemplo, que também estão sujeitas a uma taxa de câmbio flutuante. Até o momento, a abordagem tem sido tratar os lucros da venda de criptomoedas como vendas de ativos e sujeitá-los ao imposto sobre ganhos de capital.
Em termos concretos, isso significa uma alíquota de imposto de 15% para um volume de até 5 milhões de reais. Essa alíquota aumenta gradualmente com o aumento do volume de negócios e chega a 22,5% assim que o limite de 30 milhões de reais é ultrapassado. Além disso, a lei estipula que todas as participações em criptomoedas devem ser declaradas às autoridades fiscais, mesmo que não sejam vendidas.
Para os investidores, essas circunstâncias representam, portanto, um ônus financeiro adicional e um aumento dos custos administrativos, o que torna o negócio menos atraente. Para mudar essa situação, o objetivo é equiparar os ativos de criptomoeda a títulos no futuro, tornando a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) responsável. Isso implicaria em uma taxa de imposto uniforme de 15%.
Qual será o futuro dos investidores em criptomoedas?
É compreensível que haja muita especulação, mas nada foi decidido ainda. Além disso, levará algum tempo até que uma nova emenda à lei seja formalmente adotada e, em seguida, passe por todas as instituições estatais necessárias antes de ser de fato implementada na prática.