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Economia

Mercado cripto: onde investir em 2023?

Arquivo Geral

21/04/2023 0h01

Atualizada 11/12/2024 17h47

(Imagem: reprodução)

Mesmo já sendo a segunda criptomoeda mais valiosa do mercado, Ethereum é uma das criptos que promete se destacar ainda mais neste ano

As criptomoedas são um tipo de ativo financeiro. Elas surgiram da percepção sobre a fragilidade das moedas fiduciárias (moeda emitida pelos países), que são controladas pelos governos e sofrem com interferências políticas.

O termo fiduciário tem origem no latim “Fiduciarius”, que significa guardar algo sobre a confiança de alguém. No passado, as moedas fiduciárias eram lastreadas em ouro. Isso quer dizer que a quantidade de moeda em circulação no país estava diretamente relacionada à reserva de ouro do país. Se houvesse a necessidade de aumentar a quantidade de moeda em circulação, seria preciso aumentar também a reserva de ouro.

Atualmente, a moeda não é mais lastreada em ouro, e sim na confiança da administração econômica dos governos. O que mais fragiliza as moedas dos países é a sua emissão desenfreada – quanto mais moeda em circulação, menos valor ela terá.

Já no mundo cripto, problemas como esses praticamente inexistem. O Bitcoin, por exemplo, tem valor finito de emissão. Além disso, a administração das criptomoedas é descentralizada, ou seja, não são controladas por um Banco Central ou por um governo, mas pelos próprios portadores da moeda.

Dentre as criptomoedas, uma que vem se destacando já há algum tempo é a Ethereum (ETH). Idealizada em meados de 2013 pelo programador Russo-Canadense, Vitalik Buterin, a Ethereum é atualmente a segunda criptomoeda mais valiosa do mercado, com o valor da cotação ultrapassando os 2 mil dólares (cotação na data de 13 de abril de 2023). 

O criador da moeda, baseando-se na tecnologia do Bitcoin, a primeira moeda digital lançada, percebeu que a tecnologia poderia servir não somente para transações financeiras simples sem intermediação, mas também para descentralizar e executar outras operações, como contratos inteligentes (smart contracts). 

Em linhas gerais, um contrato inteligente é uma programação com regras pré-estabelecidas que são executadas de forma automatizada, sem a necessidade de um intermediador, permitindo assim a automatização de diversos processos.

A possibilidade de execução de contratos dá à Ethereum um grande diferencial competitivo, uma vez que permite reduções de custos significativas e garantem maior segurança para esses tipos de operações. A Ethereum tem sido a escolha de empresas de diversos segmentos, como o imobiliário, o logístico e de tecnologia também. 

Uma observação importante: a moeda da Ethereum é chamada Ether, sendo que Ethereum é a plataforma para as execuções e onde se pode utilizar a moeda.

Se você considera começar a investir em criptoativos, a Ethereum é uma excelente opção, se destacando por não ser apenas um “dinheiro digital”, mas uma plataforma que oferece mais possibilidades, como os contratos inteligentes e ser a principal rede de tokenização, processo pelo qual é possível representar ativos físicos através de tokens, como imóveis, por exemplo.

O mercado tem olhado com excelentes olhos para a moeda e essa é com certeza uma criptomoeda que merece atenção especial em 2023.

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