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Economia

MCTI impulsiona atualização de estudo sobre terras raras no Brasil

Workshop do CGEE revisa cenários até 2040 para fortalecer cadeias produtivas e soberania tecnológica

Redação Jornal de Brasília

28/04/2026 16h23

minerais da transição energética acelera crise climática

Foto: Sigma Lithium/Divulgação

O Brasil busca ampliar sua capacidade de produção e inovação em terras raras, minerais essenciais para tecnologias modernas e a transição energética. Um workshop promovido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), com participação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), atualizou o estudo sobre o tema no país, com horizonte projetado até 2040.

Representando o MCTI, o diretor do Departamento de Programas de Inovação (Depin), Osório Coelho, integrou as discussões ao lado de especialistas, pesquisadores e representantes de instituições estratégicas. O objetivo foi revisar cenários, identificar desafios e propor caminhos para o fortalecimento da cadeia produtiva nacional.

Para Coelho, a atualização acompanha a evolução recente do setor no Brasil e no mundo. “Estamos falando de um tema cada vez mais relevante, diretamente ligado à transição energética e à soberania tecnológica dos países”, afirmou. Ele enfatizou que o foco deve ir além da exploração mineral, priorizando etapas de maior valor agregado, como refino, separação e desenvolvimento de produtos tecnológicos complexos. O estudo servirá para orientar políticas integradas em áreas mineral, industrial e energética.

A iniciativa continua uma agenda iniciada em 2013, quando o CGEE publicou o estudo “Usos e Aplicações de Terras Raras no Brasil: 2012-2030”, a pedido do MCTI. Na época, o documento diagnosticou cadeias produtivas, destacou a concentração global da produção (cerca de 97% na China) e indicou prioridades para políticas públicas, incluindo mapeamento de reservas, investimentos em pesquisa e integração entre mineração, indústria e inovação.

Durante o workshop, foram debatidos o cenário internacional, prioridades nacionais e a elaboração de um novo plano estratégico para 2026-2040. A programação abordou etapas da cadeia produtiva, desde a mineração até aplicações industriais, além de sustentabilidade e economia circular.

O presidente do CGEE, Anderson Gomes, destacou a importância da articulação coletiva. “Esse esforço conecta produção científica e análise estratégica para tomada de decisão pública, consolidando uma base de evidências para políticas robustas”, disse. Os resultados serão entregues à ministra Luciana Santos, do MCTI.

As terras raras compreendem 17 elementos químicos com propriedades magnéticas, ópticas e eletrônicas únicas. Apesar de não serem raras na natureza, sua extração e processamento são complexos, tornando-os estratégicos para ímãs de alta potência, baterias, semicondutores e catalisadores, sem substitutos equivalentes.

Nas próximas semanas, o grupo de trabalho continuará as discussões com a elaboração de uma minuta inicial do novo documento, integrando políticas de defesa e promovendo a autonomia nacional no setor. As informações foram retiradas do Governo Federal.

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