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Economia

Lula anuncia pacote ambiental com investimentos bilionários

Medidas incluem sanção de lei para a Caatinga, novos aportes ao Fundo Amazônia e ao Fundo Clima, além da criação e ampliação de unidades de conservação.

Redação Jornal de Brasília

10/06/2026 14h11

lula

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia nesta quarta-feira (10/6), em cerimônia no Salão Nobre do Palácio do Planalto, um conjunto de ações em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente de 2026. Ao lado do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e de outras autoridades, o presidente formalizará medidas voltadas à conservação da biodiversidade, à recuperação dos biomas brasileiros, ao enfrentamento da mudança do clima e à promoção de investimentos para o desenvolvimento sustentável e a transformação ecológica do país.

Entre os principais atos está a sanção da Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga, acompanhada do lançamento do Programa Recaatingar, que contará com aporte inicial de R$ 60 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste (BNB). A nova política estabelece diretrizes para a recuperação de áreas degradadas no bioma exclusivamente brasileiro e reforça estratégias de adaptação climática, conservação da biodiversidade e geração de oportunidades econômicas sustentáveis para as populações locais.

A cerimônia também será marcada por anúncios de investimentos para a agenda ambiental brasileira. Estão previstos cerca de R$ 2 bilhões para ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na bacia do Rio Doce; R$ 834 milhões do Fundo Clima para projetos de restauração da vegetação nativa; a assinatura do contrato de doação de R$ 270 milhões do Reino Unido ao Fundo Amazônia; e a destinação de R$ 393 milhões do Fundo Amazônia para projetos selecionados pela iniciativa Restaura Amazônia.

Também será anunciada a doação de R$ 370 milhões ao programa ARPA Comunidades, destinada ao fortalecimento das cadeias da sociobioeconomia junto a comunidades extrativistas, além do lançamento de edital de R$ 60 milhões do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para pesquisas sobre espécies migratórias, como desdobramento dos compromissos assumidos pelo Brasil na COP15 da Biodiversidade.

A programação inclui ainda a regulamentação da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), instrumento que amplia o reconhecimento e a remuneração de pessoas, comunidades e produtores rurais que contribuem para a conservação dos recursos naturais e dos ecossistemas. Outro destaque é a assinatura de decreto que simplifica e agiliza os repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente para estados e municípios, fortalecendo ações de prevenção e combate a incêndios florestais, além de iniciativas de proteção e bem-estar animal.

No campo da conservação ambiental, o presidente assinará atos que ampliam os Parques Nacionais da Serra das Confusões e de Sete Cidades, no Piauí, e criam o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará. As medidas ampliam a proteção de ecossistemas estratégicos e fortalecem o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

O pacote inclui ainda decretos relacionados ao Sistema Nacional de Trilhas e à regulamentação do acesso ao patrimônio genético brasileiro (APBio), com foco no uso sustentável da biodiversidade e na valorização do patrimônio natural do país.

Com informações do Governo Federal

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