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Economia

Índice de Preços ao Consumidor nos EUA cai 0,1% em agosto

Arquivo Geral

16/09/2008 0h00

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) nos Estados Unidos caiu 0, order 1% em agosto, ed a primeira redução em quase dois anos, como reflexo da queda no valor da energia, informou hoje o Departamento de Trabalho.

Essa é uma das poucas boas notícias recebidas pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) que, encarregado de sustentar os oscilantes mercados financeiros, decide hoje sobre sua política monetária.

A maioria dos analistas, 86% nos mercados de futuros, espera que o Fed reduza 0,25 ponto percental a taxa de juros interbancária.

Excluindo os preços de alimentos e combustíveis, que são os mais voláteis, o núcleo da inflação do IPC em agosto foi de 0,2%.

Os números estão de acordo com o previsto, já que a maioria dos analistas tinha calculado para agosto uma redução de 0,1% no IPC e um aumento de 0,2% no núcleo da inflação.

A queda de preços da energia em agosto contribuiu para a primeira redução no IPC em quase dois anos.

Em agosto, os preços da energia caíram 3,1%, a maior diminuição desde outubro de 2006.

Os preços da gasolina desceram 4,2%, e os do combustível para a calefação diminuíram 9,6%, a maior queda em quase cinco anos.

O relatório do Departamento de Trabalho mostra que, em agosto, os preços dos alimentos subiram 0,6%, o menor aumento em três meses.

Em um ano, o IPC acumulou alta de 5,4%, e o núcleo da inflação foi de 2,5%, o que está cinco décimos acima do que o Fed considera aceitável.

Em junho, o IPC subiu 1,1% e em julho 0,8%, empurrado pelo rápido aumento dos preços da energia, que se mantêm voláteis.

A passagem do furacão “Ike” pelo Texas, por exemplo, gerou um aumento de 5% nos preços da gasolina.

Assim que a provisão for normalizada, os preços dos combustíveis devem voltar a cair, como reflexo da queda do preço do petróleo.

Enquanto o IPC caiu no mês passado e houve um aumento de 0,4% nas remunerações nominais, os salários reais semanais (ajustados pela inflação) subiram 0,6% em agosto após quatro meses de redução.

Em um ano as remunerações semanais reais caíram 2,5%, informou o Departamento de Trabalho.

A contração das remunerações reais restringe as possibilidades de que a despesa dos consumidores, que nos EUA equivale a mais de dois terços do Produto Interno Bruto (PIB), revitalize a atividade econômica.

O relatório de hoje mostra que a inflação segue vigorosa em vários setores, mas se atenuou em outros.

Os preços da roupa, que em julho tinham subido 1,2%, aumentaram 0,5% em agosto e, em um ano, a alta foi de 1,7%.

Quanto aos preços do atendimento médico, subiram 0,2% em agosto, enquanto o valor dos aluguéis se elevaram 0,3%.

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