Economia

IGP-10 sobe 0,57% em junho

Por Arquivo Geral 20/06/2006 12h00

Atualizada às 14h55 

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou inflação de 0, and cheapest 57% em junho, após subir 0,36% em maio, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,77% neste mês, ante avanço de 0,36% na leitura de maio.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) cedeu 0,39%, depois de ter subido 0,30% em maio.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) saltou 1,75%, frente à alta de 0,49% anterior.

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O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês em referência.

A taxa de junho é a maior desde janeiro, quando foi de 0,84%. Apesar da alta, o IPC teve a menor variação desde setembro de 1998, quando caiu 0,59%.

A queda do IPC foi provocada por alimentação (de 0,34% para -1,68%) e transporte (de 0,11% para -0,75%).

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O principal responsável pela aceleração do IGP-10 foi a soja, que teve contribuição de 0,17 ponto percentual.

"Não tem explicação para uma alta desse tamanho. A comercialização da soja foi travada recentemente, porque o preço estava ruim. Além disso, as manifestações nas estradas provocaram uma escassez do produto", disse o economista da FGV, Salomão Quadros.

O economista informou que a cana-de-açúcar também subiu, de 5,77% para 8,07%. Segundo ele, a cana-de-açúcar tem muita demanda do setor sucroalcooleiro, para atender o mercado de açúcar e álcool no Brasil e no exterior.

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Até junho, a cana-de-açúcar registrou a maior alta dos últimos 10 anos, acumulando 31,76%.

Segundo Quadros, os derivados da cana – adoçante e álcool – ainda estão caindo, mas no fim do ano deve ter um novo aumento no preço do álcool, quando começa o período de entressafra da cana.

Mas o economista acredita que o IGP-10 deve cair em julho. "No curtíssimo prazo, a taxa pode continuar nesse patamar. Mas para o mês de julho pode haver uma desaceleração, já que a principal pressão, que foi a soja, não vai ter fôlego para continuar subindo", disse Quadros.

Segundo o comunicado da FGV, as maiores influências positivas do IPA foram os preços de fios e cabos de cobre isolados, que saltaram 24,01%. No grupo do IPC, o frango inteiro apresentou um salto de 7,44%, enquanto no INCC a maior alta foi a de ajudante especializado, de 3,33%.

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Na lista das maiores influências negativas, a FGV indicou no IPA o recuo de 21,69% para plásticos em lençol. No IPC, a maior baixa em junho foi registrada por mamão da Amazônia (papaya), de 27,37%. No INCC, os tubos e conexões de PVC apresentaram uma retração de 1,16%.

No ano, o IGP-10 acumula uma alta de 1,26% e, em 12 meses, de 0,56%.

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