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Economia

Ideia do BC é resolver alguns aspectos do Drex e iniciar produção no 2º semestre de 2026

Assim, para a plataforma ser distribuída, é preciso que o desenvolvimento seja feito junto ao mercado, a partir de consórcios. “Tem que ser feito, e vem sendo feito de maneira conjunta”, acrescenta

Redação Jornal de Brasília

13/06/2025 21h37

banco central

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

São Paulo, 13 – O Banco Central planeja “resolver alguns aspectos específicos” em relação à implementação da moeda digital Drex e iniciar a produção a partir do segundo semestre de 2026. A avaliação é do secretário-executivo do Banco Central, Rogério Lucca.

“Há vários pontos nos quais teremos que nos aprofundar ao longo do tempo. O que temos hoje em dia é um direcionamento, e a ideia é de que nos próximos meses nos debrucemos sobre o direcionamento, e consigamos resolver alguns aspectos específicos”, disse o secretário, durante o painel Passo a passo do Drex, em evento Febraban Tech na terça-feira, 10.

Segundo Lucca, o sistema de governança do BC continua como um pilar central da implementação do Drex, mas destaca que o ecossistema da moeda digital como um todo é abrangente, ao englobar o sistema financeiro e o sistema de pagamento como um todo.

Assim, para a plataforma ser distribuída, é preciso que o desenvolvimento seja feito junto ao mercado, a partir de consórcios. “Tem que ser feito, e vem sendo feito de maneira conjunta”, acrescenta.

Discussão longa sob duas óticas

De acordo com o secretário, o Banco Central discute a implementação de uma moeda digital há anos, sob duas óticas: garantir a estabilidade financeira, e como implementar a política monetária neste novo cenário.

“A discussão da moeda digital nasce na comunidade do BC, preocupado com funções básicas do BC. A evolução da tecnologia, modelos de negócios, principalmente sobre stablecoins e criptomoedas, e qual seria impacto nisso na manutenção da estabilidade financeira e da política monetária”, disse Lucca.

Para manter a organização do sistema financeiro, o BC decidiu manter o intermédio dos bancos para o acesso final dos clientes à moeda digital, afirmou ele.

O secretário-executivo do BC menciona que a primeira etapa para implementação do Drex, a moeda digital do BC, foi testar um requisito funcional da plataforma de privacidade. “Do ponto de vista negocial, tivemos sucesso. Do ponto de vista funcional, a tecnologia não nos dava conforto de aderência sobre manutenção do sigilo bancário”, afirmou.

Após isso, a segunda etapa – que também aborda testes sobre privacidade – teve seleção de 13 modelos de negócio, oferecidos pelo mercado, que poderiam gerar mais segurança.

Segundo Lucca, a expectativa é de que este estágio se encerre até o fim de julho tanto para o BC quanto pelos consórcios que fazem parte dos testes.

Já a terceira etapa deve tratar da mobilização de ativos como garantia de operação de crédito, disse o secretário.

Estadão Conteúdo

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