O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participará de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado na terça-feira, 5 de maio. O evento abordará temas da política monetária e, principalmente, explicações sobre a atuação do BC no caso do Banco Master.
O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), destacou a importância da participação de Galípolo, afirmando que muitas perguntas permanecem sobre o papel do Banco Central na crise do Master. Calheiros criticou a leniência do BC, que emitiu 23 avisos de irregularidades ao banco sem tomar providências efetivas até a intervenção em dezembro de 2025. O senador também mencionou a falta de documentos enviados à comissão sobre o processo do Banco Master e acusou Galípolo de leniência com o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, supostamente envolvido em irregularidades no Banco Santander.
Em fevereiro, a CAE instalou um grupo de trabalho para investigar fraudes bilionárias no Banco Master, presidido por Renan. Durante a reunião, os senadores aprovaram requerimentos para obter informações e documentos. Um deles solicita ao ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), detalhes sobre a aquisição de carteiras financeiras do Banco de Brasília (BRB) pela Caixa Econômica Federal, vinculadas ao processo do Master (REQ 56/2026-CAE).
Outro requerimento pede ao presidente do BRB informações sobre operações e contratos nos últimos oito anos, incluindo fundos de previdência, aquisições de folhas de pagamento e depósitos judiciais, associados a entidades públicas (REQ 57/2026-CAE).
No final da sessão, o colegiado debateu a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos. Senadores e deputados se reunirão com o governo federal à tarde para discutir o tema. Renan Calheiros defendeu a votação rápida do PL 5.122/2023, que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar produtores impactados, criticando a proposta governamental por ser mais restritiva.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), responsável pelas negociações, descreveu o momento do setor como difícil. Senadores Luis Carlos Heinze (PP-RS), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Jaime Bagattoli (PL-RO) também apoiaram os produtores e pediram um olhar diferenciado para a crise agrícola.
Com informações da Agência Senado