Isaac Marra
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De olho na retomada das negociações salariais com o Governo Federal, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que congrega entidades representativas de aproximadamente 800 mil servidores da administração pública federal, definiu o cronograma de atividades da categoria para a Campanha Salarial 2012, que pode, inclusive, resultar em greve nacional no setor.
A mobilização prevê uma jornada de manifestações em Brasília, de 8 a 16 de março. O ponto alto dos protestos contra a política salarial do governo Dilma Rousseff ocorrerá no dia 28 de março, quando representantes do funcionalismo de todo o País deverão ocupar a Esplanada dos Ministérios na tentativa de fazer valer suas reivindicações. “O dia 28 de março é o prazo limite que estamos dando para o governo apresentar algo concreto quanto ao processo negocial”, alerta Sérgio Ronaldo, diretor de Imprensa da Condsef.
Dirigentes da confederação e de outras 17 representações nacionais de servidores públicos vão protocolar, na próxima terça-feira, a pauta de reivindicações junto ao Ministério do Planejamento, Secretaria-Geral da Presidência da República, Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Congresso Nacional.
Também na terça, o Fórum Nacional de Entidades volta a se reunir para definir a data de lançamento da campanha, que deve ocorrer no mês que vem. Na oportunidade, a Condsef apresentará às demais entidades as propostas aprovadas semana passada pelas filiadas à confederação.
Para dar maior envergadura à campanha, o movimento sindical busca reativar a Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público, presidida pelo deputado Edson Santos (PT-RJ). Amanhã, haverá encontro com o parlamentar para agendar a data da retomada dos trabalhos da frente. Segundo a assessoria de Santos, já foram colhidas mais de 250 assinaturas de parlamentares em apoio ao movimento.
Eles foram convidados para estar na reunião do dia 24 para que gente possa construir a plataforma, porque a que foi construída contempla eles também que é a busca de uma política salarial para o funcionalismo porque não existe.
Se no ano passado o governo dividiu a negociação, conversando em separado com cada uma das categorias do serviço público federal, em 2012 as entidades representativas dos trabalhadores pretendem um roteiro diferente. A ideia é trazer para o fórum organismos como Sindifisco Nacional e o Sinait, que representam, respectivamente, os auditores-fiscais da Receita Federal e do Trabalho, a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, o Sindicato dos Policiais Civis do DF e a União dos Advogados Federais, hoje reunidos em outra frente de atuação. “Vamos tentar aglutinar o maior número possível de entidades. Acreditamos que só com essa unidade a gente pode sair vitorioso”, observa Sérgio Ronaldo.
Segundo ele, a reivindicação de política salarial com correção da inflação e ganho real contempla o conjunto de servidores. ”O que nós queremos eles querem também”, completa o diretor da Condsef.