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Frentes parlamentares aderem a movimento em defesa do parcelado sem juros

Em nota, entidades que participam do movimento anunciaram também o apoio da Frente Parlamentar do Comércio

Prédio do Banco Central em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Folhapress
São Paulo – SP

As frentes parlamentares do Empreendedorismo e da Agropecuária anunciaram nesta sexta-feira (1º) adesão ao movimento “Parcelo Sim!”, criado por entidades do varejo e de defesa do consumidor e que se opõe a mudanças nos pagamentos parcelados sem juros.

Em nota, entidades que participam do movimento anunciaram também o apoio da Frente Parlamentar do Comércio.

Segundo as associações, em menos de dez dias do lançamento do movimento, o abaixo-assinado em defesa do parcelado sem juros já conta com mais de 120 mil assinaturas digitais, feitas no site parcelosim.com.br.

O movimento também tem a participação de entidades de diversos setores, como associações comerciais, do setor de serviços e de defesa do consumidor.

De acordo com os representantes do movimento, o objetivo é “impedir que a comunidade economicamente ativa e os comerciantes sejam vilipendiados pelos grandes bancos”.

“O PSJ desempenha um papel crucial como uma das principais ferramentas de concessão de crédito no Brasil, beneficiando diariamente 200 milhões de brasileiros. Seja para aqueles que precisam ter um smartphone novo, comprar móveis, eletrodomésticos, medicamentos ou mesmo para parcelar suas compras no supermercado a fim de levar alimentos para casa”, diz a nota.

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ENTENDA

Desde outubro, o BC tem coordenado reuniões com representantes de bancos, adquirentes, cartões e varejo para discutir a regra da lei do Desenrola que limita a dívida do rotativo a 100% do valor original, caso o próprio setor não chegue a outra fórmula para reduzir as altas taxas. Atualmente, os juros dessa modalidade superam os 400% ao ano.

O texto da lei não faz nenhuma menção às compras parceladas e não manda restringir as compras parceladas sem juros no cartão. Bancos, no entanto, têm defendido a restrição dessa modalidade de crédito como forma de baixar as altas taxas do crédito rotativo —modalidade acionada automaticamente quando a fatura do cartão não é paga de forma integral.

O argumento dos bancos é que o parcelado sem juros aumenta a inadimplência e força a cobrança de juros altos no rotativo. Os setores de maquininhas e o comércio, porém, refutam esse argumento, e não há estudos públicos independentes que mostrem relação de causa e efeito entre parcelamento sem juros e inadimplência.

Compõem o movimento “Parcelo Sim!”:

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❖ Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados

(Abad)

❖ Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel)

❖ Associação Brasileira dos Lojistas Satélites de Shoppings (Ablos)

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❖ Associação Brasileira de Academias (Acad)

❖ Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

❖ Associação de Lojistas do Brás (Alobras)

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❖ Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)

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❖ Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo

(Fecomercio-SP)

❖ Parcele na Hora

❖ Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor)

❖ Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)

❖ União dos Lojistas da Rua 25 de Março e Adjacências (Univinco)

❖ Acelera Varejo

❖ Afrac – Associação Brasileira de Tecnologia para o Comércio e Serviços

❖ Anamaco – Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção

❖ ABVS – Associação Brasileira de Varejo em Shopping

❖ Asbraf – Associação Brasileira de Franqueados

❖ Aloshop Pernambuco – Associação de Lojistas de Shopping de Pernambuco

❖ CDL Recife – Câmara de Dirigentes Lojistas

❖ Sindilojas Recife – Sindicato dos Lojistas do Comércio de Bens e Serviços do Recife






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