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Economia

Focus reduz previsão de crescimento do País em 2012

Arquivo Geral

03/12/2012 9h19

A previsão de crescimento da economia brasileira em 2012 recuou de 1,50% para 1,27% na primeira pesquisa Focus do Banco Central após a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2012, na última sexta-feira (30/11). Para 2013, a estimativa passou de 3,94% para 3,70%. Nos dois casos, é a terceira queda seguida. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 1,54% e 4,00%.

 

Como a coleta de dados se encerra na sexta-feira (30/11), a Focus reflete em parte as revisões de analistas com base no dado fraco do crescimento econômico. É possível que nem todos os economistas consultados tenham atualizado suas projeções.

 

A projeção para o desempenho do setor industrial em 2012 continua negativa, passando de -2,30% para -2,38%. Para 2013, economistas preveem avanço industrial de 3,82%, abaixo da projeção de 4,20% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de retração de 2,31% neste ano e de expansão de 4,15% no próximo ano.

 

Analistas reduziram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2012, de 35,20% para 35,15%. Para 2013, a projeção segue em 34%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 35,20% e 34% do PIB para cada um dos dois anos.

 

Selic

A taxa básica de juros (Selic) deve ficar no patamar atual de 7,25% ao ano até, pelo menos, o fim de 2013, apostam os economistas ouvidos pelo BC. A projeção para o fim de 2013 foi mantida pela terceira semana seguida. Há quatro semanas, estava em 7,34% ao ano. Houve manutenção das expectativas para o juro médio neste ano em 8,47%. Para 2013, a previsão de Selic média segue em 7,25%. Quatro pesquisas antes, analistas esperavam juro médio de 8,47% em 2012 e de 7,34% no ano que vem.

 

Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para a Selic no cenário de médio prazo se manteve em 7,25% no fim de 2012 e no fim de 2013.

 

Câmbio

Para a taxa de câmbio as projeções para o final de 2012 e de 2013 tiveram forte elevação nas estimativas. Para o fim deste ano, a mediana das projeções passou de R$ 2,03 para R$ 2,07. Para o fim de 2013, de R$ 2,02 para R$ 2,06.

 

O mercado financeiro ajustou a previsão de taxa média de câmbio de R$ 1,95 para R$ 1,96 em 2012. Para 2013, a projeção subiu de R$ 2,03 para R$ 2,06. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 1,95 em 2012 e em R$ 2,02 no próximo ano.

 

A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 médio prazo subiu de R$ 2,07 para R$ 2,11 para o fim de 2012. Para o fechamento de 2013, passou de R$ 2,08 para R$ 2,12.

 

IGP-DI

As projeções para os IGPs em 2012 caíram novamente. A aposta para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2012 caiu pela sétima semana, de 7,66% para 7,64%. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, a expectativa passou de 7,55% para 7,46%, oitava queda seguida. Quatro semanas atrás, o mercado previa altas de 8,34% para o IGP-DI e de 7,92% para o IGP-M.

 

Para 2013, a estimativa para o IGP-DI ficou em 5,17%. Para o IGP-M, a expectativa caiu de 5,12% para 5,11%. Há quatro semanas, as projeções para o IGP-DI estava em 5,17%. Para o IGP-M, em 5,16%.

 

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostrou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2012 ficou em 4,76%. Há um mês, a expectativa dos analistas era de alta de 4,62% para o índice que mede a inflação ao consumidor em São Paulo. Para 2013, a mediana das estimativas para o IPC da Fipe segue em 4,90%. Há quatro semanas, estava em 4,85%.

 

Economistas mantiveram a estimativa para o aumento do conjunto dos preços administrados – as tarifas públicas – para 2012 em 3,50%. Para 2013, a projeção subiu de 3,30% para 3,40%. Há quatro semanas, as projeções eram de, respectivamente, 3,50% e 3,00%.

 

Conta corrente

A previsão de déficit em transações correntes neste e no próximo ano foi mantida. Segundo a Focus, a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente em 2012 segue em US$ 54,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 55,73 bilhões. Para 2013, a previsão de déficit nas contas externas foi mantida em US$ 65,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 65,90 bilhões.

 

Na mesma pesquisa, economistas elevaram a estimativa de superávit comercial em 2012 de US$ 19,60 bilhões para US$ 20,00 bilhões. Quatro semanas antes estava em US$ 18,20 bilhões. Para 2013, a projeção continua em US$ 15,52 bilhões. Há quatro semanas, estava em US$ 15,00 bilhões.

 

As estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilhões em 2012. Para 2013, subiu de US$ 59,00 bilhões para US$ 59,50 bilhões. Há um mês, analistas esperavam entrada de US$ 60,00 bilhões em 2012 e em 2013.

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    A projeção para o desempenho do setor industrial em 2012 continua negativa e ampliou a queda de -1,78% para -1,89%, indicando aposta de retração. Mas para 2013 os economistas ouvidos na pesquisa do BC preveem avanço industrial de 4,5%, projeção que se manteve. Um mês antes, a estimativa era de retração de 1,0% neste ano e de expansão de 4,3% no próximo.

    Analistas elevaram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, de 35,25% para 35,37%. Para 2013, a projeção ficou em 34%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 35,20% e 34% do PIB para cada um dos dois anos.

    IGPs

    As projeções para os IGPs em 2012 voltaram a subir na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira. A aposta para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) neste ano avançou de 8,17% para 8,44%. A 11ª elevação seguida.

    Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, a expectativa subiu de 8,03% para 8,21%. Quatro semanas atrás, o mercado previa altas de 7,70% para o IGP-DI e de 7,58% para o IGP-M. Para 2013, a estimativa de alta para o IGP-DI passou de 5,01% para 5,06%. Há quatro semanas, estava em 5%. Para o IGP-M, a expectativa se manteve em 5% pela 19ª semana.

    A pesquisa também mostrou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2012 passou de 4,38% para 4,31%. Há um mês, a expectativa dos analistas era de alta de 4,30% para o índice que mede a inflação ao consumidor em São Paulo. Para 2013, a mediana das estimativas para o IPC da Fipe se manteve em 4,8%. Há quatro semanas, estava em 4,65%.

    Economistas mantiveram ainda a estimativa para o aumento do conjunto dos preços administrados – as tarifas públicas – em 3,5% para 2012 e em 4,3% para 2013. Há quatro semanas, as projeções eram de, respectivamente, 3,5% e 4,38%.

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