O diretor do Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional (FMI), Reza Moghadam, afirmou nesta quarta-feira (16) que a Itália está em um “bom ponto” e fez “notáveis progressos nos últimos meses”.
Moghadam esteve em Roma para apresentar as conclusões da missão rotineira anual que uma delegação do FMI realizou na Itália desde o último dia 3 de maio para analisar o estado da economia e das finanças da terceira potência da zona do euro.
O diretor do Departamento Europeu do FMI indicou que as reformas econômicas realizadas pelo governo de Mario Monti desde novembro são “verdadeiramente um modelo” para a Europa, mas que, apesar dos progressos, é preciso fazer mais pelo crescimento.
O FMI também pediu que os partidos italianos aprovem o mais rápido possível no Parlamento a reforma trabalhista do Executivo.
Essa reforma, apresentada em março pelo governo de Monti e que ainda está em tramitação parlamentar, tem que ser aprovada, segundo o FMI, “rapidamente” para criar postos de trabalho e fomentar o crescimento econômico.
“O nível do Produto Interno Bruto italiano poderia ser 6% maior com as reformas estruturais. O bom é que estas reformas serão realizadas em breve”, disse Moghadam.
Na mesma ocasião, Monti, também na qualidade de ministro da Economia da Itália, assegurou que o relatório do FMI demonstra que “o país fez o que tinha que fazer para assentar as contas públicas sobre bases seguras e iniciar reformas incisivas”, mas que, apesar disso, não é o momento de “afrouxar” estas medidas.