O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Rafael Costa Lima, disse ter elevado de 0,32% para 0,35% a expectativa para o índice no fechamento de setembro. “A mudança foi feita por causa do item Alimentação e, em menor medida, da alta do PIS/Cofins para energia elétrica este mês”, disse Lima em entrevista à Agência Estado.
A Fipe informou nesta quarta-feira que o IPC da primeira quadrissemana de setembro subiu para 0,31%, ante 0,27% no fechamento de agosto. A taxa superou a expectativa do coordenador, que aguardava 0,29%. “Alimentação veio acima do esperado”, justificou. O grupo acelerou a alta, de 1,08% para 1,46%, ficando bem acima da previsão da Fundação, que era de 1,36%.
Segundo o coordenador, são duas as notícias para Alimentação no momento. “Uma é que o grupo avançou mais do que o previsto e a outra é que já há sinais de perda de força nos principais itens que são responsáveis pelo aumento”, afirmou.
Costa Lima citou como exemplo o frango (9,87%), que liderou o ranking das maiores influências de alta para a inflação e que já mostra desaceleração nas pesquisas na ponta (semanais).
Outra surpresa foi a informação de que a incidência do PIS/Cofins sobre as tarifas de energia em setembro será maior do que em agosto, e deve trazer impacto nocivo para o grupo Habitação, o de maior peso dentro do IPC.
Para o final de 2012, a Fipe mantém a expectativa de IPC acumulado em 4,80%. “Vamos aguardar. Se o governo não renovar novamente a queda de IPI para automóveis, a sazonalidade de fim de ano desta vez pode ser mais forte do que no ano passado”, disse.