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Economia

Festejos juninos impulsionam turismo e economia no Nordeste

Cidades nordestinas já celebram o São João de 2026 com expectativa de alta no público, na ocupação hoteleira e na movimentação financeira.

Redação Jornal de Brasília

05/06/2026 18h24

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FOTO: Divulgação/Prefeitura de Campina Grande

Centenas de cidades do Nordeste já iniciaram os festejos juninos de 2026, com projeções de aumento de turistas, renda e ocupação na rede hoteleira. As celebrações reforçam também o papel das festas de São João na preservação do patrimônio imaterial brasileiro, reunindo danças, culinária típica e manifestações populares.

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os festejos se consolidam como um importante meio de atração de turistas domésticos e estrangeiros. Ele afirmou que os eventos valorizam a identidade nacional, movimentam a indústria do turismo e geram renda e emprego para milhares de brasileiros.

Em Campina Grande, a 43ª edição do Maior São João do Mundo começa oficialmente nesta sexta-feira (5) e vai até 5 de julho. A festa deve movimentar mais de R$ 800 milhões na economia local. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do município estima público superior a 3,5 milhões de pessoas, número 10% maior que o de 2025. Segundo o governo do estado, ao menos 134 cidades paraibanas terão festejos juninos.

Em Petrolina (PE), o São João reúne mais de 100 atrações, com programação principal entre 19 e 27 de junho. A prefeitura estima movimentação de cerca de R$ 350 milhões e criação de 20 mil empregos. Em Caruaru (PE), 27 polos de animação estão distribuídos pela área urbana e rural, sob o tema “Tecido de tradições, costurando gerações”. As festividades começaram em 30 de maio.

Em Aracaju (SE), o Forró Caju começou nesta quinta-feira (4) e segue até 28 de junho. A expectativa é superar o público de 350 mil pessoas registrado em 2025. Na capital sergipana, também ocorrem eventos na orla, incluindo a Segundona do Turista, realizada às segundas no Arraiá do Povo e na Vila do Forró, na Praça de Eventos da Orla da Atalaia. No estado, a previsão é de público superior a 2,5 milhões de pessoas e movimentação acima de R$ 400 milhões.

Na Bahia, o São João reúne atrações em 13 zonas turísticas. Embora a festa seja celebrada oficialmente em 24 de junho, algumas cidades já promovem eventos antecipados em homenagem a Santo Antônio, no dia 13. Em 2025, 1,8 milhão de visitantes circularam pelo território baiano no período junino, com injeção de R$ 2,3 bilhões na economia local. Para 2026, a expectativa é superar esses números.

Em São Luís (MA), o São João tem como uma de suas principais atrações o Bumba Meu Boi, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. As festas começaram na quinta-feira (4) e vão até 29 de junho. A secretaria estadual de Turismo espera cerca de 250 mil visitantes e injeção de R$ 2,5 milhões na economia local.

No Ceará, as atividades acontecem em cerca de 20 regiões do estado. O São João de Maracanaú, conhecido como o maior festejo junino de arena do Brasil, iniciou os festejos em 29 de maio e terá 35 atrações nacionais confirmadas para 2026. A expectativa é de mais de 3 milhões de pessoas e impacto financeiro em torno de R$ 120 milhões, além da geração de cerca de 4,5 mil vagas de trabalho temporário. O estado também mantém a tradicional Festa do Pau da Bandeira, em Barbalha, reconhecida pelo Iphan como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde 2015.

Em Mossoró (RN), o Mossoró Cidade Junina se destaca pela variedade de atrações culturais distribuídas em dez polos, com shows, apresentações, fantoches, mamulengos e teatro. A prefeitura espera movimentar mais de R$ 360 milhões e atrair público superior a 1,2 milhão de pessoas.

Em Alagoas, o São João começa neste sábado (6) com o Forrogaço, em Piranhas, que deve reunir mais de 30 mil pessoas e gerar impacto econômico superior a R$ 6 milhões. Em Maceió, o Massayó será realizado entre 22 e 28 de junho, no Polo Jaraguá. O município prevê público de cerca de 700 mil pessoas. Em 2025, o evento movimentou mais de R$ 350 milhões na economia local.

No início do ano, o Ministério do Turismo levou as festas juninas do Nordeste às ruas de Buenos Aires, em parceria com a Embratur e a Embaixada do Brasil na Argentina. A ação ocorreu em frente ao Obelisco e teve como objetivo estimular a vinda de turistas argentinos durante junho, período em que tradicionalmente há menor fluxo de visitantes do país vizinho. A Argentina segue como o principal mercado emissor de turistas internacionais para o Brasil. Em 2025, dos 9,2 milhões de visitantes estrangeiros que entraram no país, mais de 3,3 milhões eram argentinos.

Os festejos juninos estão entre os principais motores da economia brasileira, atrás apenas do Natal e do Carnaval em volume financeiro, mas à frente na geração de empregos diretos e indiretos em áreas como turismo, alimentação e montagem de estruturas. Em 2025, a movimentação foi de cerca de R$ 7,4 bilhões.

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