Economia

EUA prometem cortes reais em gastos agrícolas para acordo na OMC

Por Arquivo Geral 25/05/2006 12h00

Os Estados Unidos estão preparados para fazer cortes radicais nos gastos com a agricultura no país, pharmacy shop como parte de um novo acordo na OMC (Organização Mundial do Comércio), disse hoje o representante de Comércio dos EUA, Robert Portman.

Portman rejeitou sugestões de que uma proposta de comércio agrícola dos EUA feita em outubro iria, na realidade, permitir que o país gastasse mais do que os US$ 20 bilhões gastos atualmente por ano com subsídios para seus produtores.

"É real e reduz bastante em relação ao subsídio oferecido atualmente", disse Portman a repórteres, após assinar um pacto de cooperação de investimento e comércio com o ministro suiço da Economia, Joseph Deiss.

Os membros da OMC têm se esforçado para, até meados de junho, conseguirem um acordo cuja proposta básica prevê redução de subsídios agrícolas e de tarifas agrícolas, após mais de quatro anos de negociações.

Pouco após Portman ter se pronunciado, o presidente francês, Jacques Chirac, disse que a União Européia havia oferecido tudo o que podia sobre o comércio agrícola e os EUA agora eram os responsáveis pelo acordo.

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Portman tem pressionado a UE a reduzir suas tarifas agrícolas, dizendo que Bruxelas não ofereceu até o momento o suficiente para gerar aumentos "reais" no comércio.

Ao mesmo tempo, os EUA têm sido pressionados pela UE e outros parceiros comerciais para oferecer maiores cortes nos subsídios domésticos do que os propostos em outubro.

O Brasil, em especial, considerou que a proposta dos EUA iria permitir que Washington mantivesse os gastos com os subsídios agrícolas no mesmo nível, ao trocar o dinheiro de uma categoria de programa agrícola para outra.

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Portman disse durante meses que os EUA estão dispostos a reduzir seus subsídios agrícolas se a UE e outros países oferecerem cortes significativos em suas tarifas.

Ele defendeu a proposta dos EUA de outubro, mas disse que a necessidade de Washington fazer reduções reais em seu subsídio agrícola era tão verdadeira quanto a necessidade dos demais abrirem seus mercados para mais produtos importados.

Deiss, por sua vez, disse a repórteres que esperava que os EUA oferecessem novos compromissos para cortar subsídios agrícolas domésticos nas próximas semanas para ajudar a levar as negociações a uma conclusão bem sucedida.

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Entretanto, o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, pode ter de agir para juntar todos os lados para um acordo final, disse ele.






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