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Entenda a queda de 8% da agropecuária no PIB

Segundo o IBGE, o tombo da agropecuária reflete, em grande parte, o fim da safra de soja, que também impactou exportações

Por FolhaPress 02/12/2021 2h28
Foto: Silvio Avila/AFP

Leonardo Vieceli e Eduardo Cucolo

A queda da agropecuária no PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre reflete uma combinação de fatores que inclui efeitos sazonais, base de comparação elevada e prejuízos do clima adverso, indicou nesta quinta-feira (2) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O setor caiu 8% no país na comparação com os três meses imediatamente anteriores. Com o impacto negativo do campo, o PIB nacional recuou 0,1% entre julho e setembro.

Segundo o IBGE, o tombo da agropecuária reflete, em grande parte, o fim da safra de soja, que também impactou exportações. A colheita da principal commodity agrícola do país está mais concentrada nos dois primeiros trimestres do ano.

Assim, gera um efeito sazonal, e a produção do setor tende a ficar menor a partir de julho, explicou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

No terceiro trimestre, o Brasil também amargou períodos de seca e geadas. Em conjunto, os fatores extremos do clima prejudicaram o plantio e a produtividade de vários segmentos, incluindo café, milho e cana-de-açúcar.

“A agropecuária vem de uma base de comparação alta, já que foi a atividade que mais cresceu no período de pandemia e, para este ano, as perspectivas não foram tão positivas, em ano de bienalidade negativa para o café e com a ocorrência de fatores climáticos adversos na época do plantio de alguns grãos”, apontou a analista do IBGE.

Nesta quinta, o Ministério da Economia relacionou a queda do PIB (Produto Interno Bruto) aos fatores climáticos adversos. “É fundamental distinguir o que é política econômica de fatores climáticos adversos e pontuais da natureza”, afirmou a SPE (Secretaria de Política Econômica), vinculada à pasta.

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“A maior crise hídrica em 90 anos de história e a ocorrência de severas geadas tiveram impacto tanto em setores intensivos em energia como em setores que dependem do clima, como agricultura”, diz. De acordo com a secretaria, houve forte elevação dos custos de produção como adubos, fertilizantes e defensivos, o que também afetou os números da agropecuária.








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