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Economia

Dólar inicia a sessão em queda, inverte sinal e sobe a R$ 2,35

Arquivo Geral

27/02/2014 11h45

O dólar comercial iniciou a sessão desta quinta em queda, mas inverteu o sinal com menos de uma hora de negociação. Às 9h50m, a moeda americana subia 0,12% cotada a R$ 2,353 na compra e a R$ 2,355 na venda. Na mínima do dia, a divisa foi negociada a R$ 2,348, enquanto na máxima bateu em R$ 2,358.No mercado futuro, o contrato do índice com vencimento em março tinha declínio de 0,04%, a R$ 2,350. Ontem o dólar encerrou uma sequência de cinco baixas frente ao real e subiu 0,46%, cotado a R$ 2,352 na venda.

O câmbio será uma das principais variáveis a ser monitoradas pelo Banco Central (BC) até a próxima reunião de política monetária para determinar se estenderá o ciclo de alta nos juros para além de abril, segundo um relatório divulgado pelo banco Goldman Sachs.

“Na nossa avaliação, os dados de crescimento e inflação das próximas seis semanas dirão ao BC se foram atingidas as condições mínimas paraencerrar o ciclo de alta em abril ou se seria recomendável estender este ciclo com mais um aumento de 0,25 ponto percentual”, afirmou o banco.

“Nesse sentido, o real será uma variável essencial a ser monitorada, porque caso se consolide acima de R$ 2,40 por dólar o Copom estaria sobpressão para estender o ciclo [de aperto monetário], mesmo se a atividade continuar fraca”, acrescentou.

Ontem, o Banco Central elevou a taxa básica de juro em 0,25 ponto percentual, de 10,5% para 10,75% ao ano, conforme esperava a maioria dos analistas do mercado.

Na agenda de hoje, além da Selic, os investidores repercutem a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado, que cresceu 2,3% na comparação com o ano anterior, R$ 4,838 trilhões. O mercado esperava uma expansão de 2,20% do PIB, na mediana.

Bolsa abre em alta com mercado de olho na Vale

Na Bolsa de Valores de São Paulo, o principal índice (Ibovespa) abriu com valorização e ás 10h13m subia 0,93% aos 47.033 pontos. As atenções estarão voltadas para as ações da Vale, que ontem divulgou um prejuízo de R$ 14,86 bilhões no quarto trimestre de 2013. No ano de 2013, a companhia conseguiu acumular lucro líquido de apenas 115 milhões, queda de 98,8% na comparação anual. Depois de 15 minutos de negociação, as ações da Vale subiam 2,37% cotadas a R$ 29,72.

A companhia fez questão de destacar o lucro básico no último trimestre, que foi de R$ 7,4 bilhões, após excluir efeitos não recorrentes, principalmente relacionados ao Refis, que teve impacto de R$ 14,81 bilhões no lucro líquido de 2013, R$ 6,03 bilhões de despesas financeiras e R$ 8,77 bilhões de impostos. O impacto financeiro referente à adesão da companhia ao refinanciamento de dívidas de impostos com o governo já era esperado pela maioria dos analistas.</paragrafo>

A Vale conseguiu superar as estimativas de mercado com um Ebitda (lucro antes de impostos, juros amortizações) 12,3% superior ao estimado, segundo o analista William Alves, da XP Investimentos O Ebitda é um indicador que sinaliza a capacidade de geração de caixa da empresa. A XP reitera a recomendação de compra da ação da Vale ou ainda a exposição à mineradora via Bradespar, que tem participação na Vale. Para a XP, os papéis da Bradespar são inclusive mais interessantes pelo preço atrativo e pela boa chance de valorização.

Para Fernando Araújo, diretor da FCL Capital, o balanço da Vale foi prejudicado basicamente por fatores não recorrentes, ou seja, o reconhecimento de impostos devidos pelas suas controladas no exterior à Receita Federal. Ao reconhecer esses valores, através de acordo feito com o governo, a mineradora tem que lançá-los como prejuízo.

Certamente isso não deve se repetir nos próximos balanços. Os números operacionais da mineradora vieram fortes – diz Araujo.

Em relatório divulgado pelo banco J.P.Morgan, o analista Rodolfo Angele, avalia que os resultados da mineradora no quarto trimestre vieram sólidos. Ele destaca o Ebitda de US$ 6,6 bilhões, 16% acima do esperado pelo banco. O analista avalia que a reação do mercado será positiva e o o banco mantém as ações da mineradora como uma de suas ‘top pick’.

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