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Economia

Campos Neto diz que, com reajuste de preços da Petrobras que ele apoia, inflação subiu um pouco

Além do efeito do petróleo nos preços administrados, Campos Neto mencionou que, no último dado de inflação, o IPCA-15 de agosto, que ficou um pouco acima do esperado, houve uma influência do bônus de Itaipu nos preços administrados. Já a inflação de serviços está caindo. “Os números de inflação estão melhorando, mas ainda de forma bastante lenta. Estamos fazendo um pouso suave, mas a batalha não está ganha. É preciso perseverar; se não faz a última milha, a inflação pode voltar mais alta e persistente.”

Redação Jornal de Brasília

01/09/2023 16h08

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira que a inflação brasileira vem mostrando melhora lentamente – embora a batalha não esteja ganha – e que, inclusive, as expectativas inflacionárias para 2023 quase entraram dentro do intervalo de referência antes do reajuste de combustíveis pela Petrobras. “Estávamos quase dentro do intervalo de confiança. Aí tivemos o reajuste da Petrobras, o que eu apoio, é importante seguir os preços de mercado, mas fez que subisse um pouco a inflação.”

Além do efeito do petróleo nos preços administrados, Campos Neto mencionou que, no último dado de inflação, o IPCA-15 de agosto, que ficou um pouco acima do esperado, houve uma influência do bônus de Itaipu nos preços administrados. Já a inflação de serviços está caindo. “Os números de inflação estão melhorando, mas ainda de forma bastante lenta. Estamos fazendo um pouso suave, mas a batalha não está ganha. É preciso perseverar; se não faz a última milha, a inflação pode voltar mais alta e persistente.”

Campos Neto voltou a mencionar que o Brasil tem historicamente taxa de juros real acima de outros países, mas que a diferença para outras nações, como o México, é menor hoje do que foi no passado.

Ele ainda repetiu que, além das questões fiscais, o baixo índice de recuperação de crédito. “É importante melhorar indicadores de recuperação de crédito.”

O presidente do BC também reafirmou que o Brasil começou antes a elevar os juros, em meio à crise inflacionária global, e que teve maior eficiência. “O Brasil teve mais eficiência na alta de juros para combater a inflação. Subiu os juros muito antes e muito menos, em termos reais, do que nas últimas crises. “Acho que é sinal de que estamos amadurecendo o sistema de metas, da importância do BC independente e de atuar com credibilidade.”

Campos Neto fez os comentários no Lide Brazil Development Forum que ocorre em Washington.

*O jornalista Ricardo Leopoldo viajou a Washington a convite do Lide

Estadão conteúdo

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