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Economia

 BRB capta R$ 3 bilhões com emissão de título garantido pelo FGC e ganha fôlego, diz presidente

“O FGC já está ajudando porque nós fizemos um DPGE, que é um depósito especial, com taxas de juros melhores”, disse o executivo

Redação Jornal de Brasília

22/04/2026 16h10

Nelson Antônio de Souza

Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB. Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

ADRIANA FERNANDES
FOLHAPRES

O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antônio de Souza, afirma que o banco captou R$ 3 bilhões por meio da venda de um título de renda fixa com garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Chamado de DPGE (Depósito a Prazo com Garantia Especial), esse título auxilia instituições financeiras de porte pequeno e médio a captar recursos. Os compradores costumam ser gestoras de recursos dedicadas a administrar patrimônios e fundos de investimento.

As regras e os limites para a emissão do título estão previstos em resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional), de 2013, que trata do regulamento do FGC.

Souza disse à reportagem que os recursos deram fôlego de liquidez ao banco junto com a operação fechada recentemente com a Quadra Capital. O acordo previu a transferência de R$ 15 bilhões a um fundo, gerido pela Quadra, de ativos que tiveram origem no Master. A operação inclui o pagamento à vista de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões.

Souza explicou que a captação desses recursos funciona, na prática, como se fosse uma venda de um CDB (Certificado de Depósito Bancário), que também tem garantia do FGC.

“O FGC já está ajudando porque nós fizemos um DPGE, que é um depósito especial, com taxas de juros melhores”, disse o executivo.

Ele manifestou confiança de que o FGC aceitará conceder uma linha de empréstimo de R$ 6,6 bilhões para o aumento de capital do banco. Os acionistas do BRB aprovaram nesta quarta-feira (22), em assembleia geral extraordinária, um aumento de capital da instituição de até R$ 8,8 bilhões.

A ação busca cobrir o rombo deixado por operações com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Como mostrou a Folha de S. Paulo, o governo do Distrito Federal ainda não tem dinheiro em caixa para aporte e busca alternativas.

Uma das alternativas é um empréstimo de R$ 6,6 bilhões feito pelo FGC. “Eu já estou em tratativas bem adiantadas, por exemplo, com o FGC. Contratamos um adviser [empresa que dá aconselhamento para a tomada de decisão estratégica], que está trabalhando isso diariamente lá”, disse o presidente do BRB.

Segundo ele, o ex-governador do DF, Ibaneis Rocha, fez um pedido de R$ 4 bilhões e a atual governadora, Celina Leão, demandou mais R$ 2,6 bilhões ao FGC. Para o capital, o BRB também trabalha com a criação de fundo de investimento imobiliário, com imóveis do governo do DF, e a venda de uma subsidiária do BRB.

Pelo cronograma do BRB, o aporte, chamado tecnicamente de integralização de capital, terá que ser feito até o dia 29 de maio. “Vamos abrir um prazo para os acionistas se manifestarem. Vai ter um prazo para que eles integralizem para que eles não sejam diluídos [na operação de aporte de capital].”

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