Economia

Brasil abre espaço para novo mercado de gás e concorrência pode baixar o preço do gás natural

O GNL virá dos Estados Unidos, Trinidad e Tobago, África do Sul, enquanto que o Gás Natural, a ser comercializado com a Copergás virá do Rio de Janeiro (Gás Doméstico)

Foto: Agência Brasil

Após a Petrobras anunciar um aumento de 39% no gás natural a notícia foi recebida com preocupação pela indústria. Uma solução para o aumento da concorrência e queda no preço está chegando. A Shell venceu a chamada pública para fornecer gás natural doméstico à Copergás em 2022 e 2023. A OnCorp, holding brasileira com acionistas norte-americanos, firmou parceria com a Shell para tentar associar o GNL, ao contrato, e é a responsável pelo terminal, pelo afretamento do FSRU navio de regaseificação do Gás Natural Liquefeito (GNL) e pela comercialização do Gás aos demais clientes finais.

De acordo com João Mattos, diretor da OncCorp e Ongás, o GNL virá dos Estados Unidos, Trinidad e Tobago, África do Sul, enquanto que o Gás Natural, na sua forma gasosa, a ser comercializado com a Copergás virá do Rio de Janeiro (Gás Doméstico), ambos do portfólio da Shell. A Shell e OnCorp envidarão esforços para associar a comercialização de Gás Natural e GNL à Copergás. Este último, chegará em estado líquido por um navio, será regaseificado dentro da própria embarcação, em Suape, e seguirá direto para os gasodutos da TAG(Nordestão) ou da Copergás.

O investimento da OnCorp chegará a, aproximadamente, mais de 500 milhões de reais, sendo 160 milhões com terminal e infra-estrutura. João Mattos acredita que o GNL pode trazer inúmeros benefícios ao Estado, como maior eficiência à indústria e economia. “Essa iniciativa tem tudo para ser um divisor de águas para o Estado, pois, tornará Pernambuco num importante Hub de GNL e, ao mesmo tempo, fomentará atração de novos investimentos para o Estado, considerando a nova oferta de Gás, fruto do Terminal.”, afirma o executivo da OnCorp.

O suprimento de gás natural poderá servir para projetos de geração de energia elétrica, considerando os Leilões de Energia que acontecerão no ano que vem, conforme Portaria do MME, além de atender demandas das indústrias. A expectativa é que ele seja distribuído para toda a região nordeste. O contrato com a Copergás prevê o suprimento de 750 mil m3/ dia em 2022 e 1 milhão m3/ dia em 2023.

Para o diretor da holding, outro aspecto importante é a o da descarbonização da indústria, já que o GNL é menos poluente que os outros combustíveis. “Nosso grupo nasceu da expertise na geração de energia, com mais de 500MW instalados no País e na Argentina. Portanto, sabemos que o Gás Natural é o combustível de transição e tem importante papel em manter a confiabilidade da matriz energética no País, a um custo menor ao Sistema e ao Meio Ambiente. Inclusive, nosso Grupo tem um projeto térmico de 300 MW, à Gás Natural, já cadastrado para o próximo Leilão, localizado no Complexo de Suape”, ressalta João Mattos.

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O início da operação está marcado para 22/01/2022. O anúncio chega no momento em que se discute o Marco Regulatório do Gás Natural no Brasil. A lei muda o regime de exploração de gasodutos de concessão para autorização, com o intuito facilitar a viabilização de novos projetos no país. Entre os pontos alterados no projeto está a retirada pela ANP, de um artigo sobre a regulamentação, da atividade de transporte e comercialização de gás natural ao consumidor final. O texto está na Câmara dos Deputados, após alteração de alguns pontos ocorridas durante votação no Senado.






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