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Bradesco lucra R$ 7,04 bilhões no segundo trimestre de 2022, alta de 11,4%

O resultado foi influenciado pela expansão da carteira de crédito no período, que alcançou R$ 855,4 bilhões, alta de 17,7% em bases anuais

Por FolhaPress 04/08/2022 7h34
Foto: Reprodução / Facebook

Lucas Bombana
São Paulo, SP

O Bradesco registrou lucro líquido de R$ 7,041 bilhões no segundo trimestre de 2022, o que corresponde a um crescimento de 11,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, e de 3,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

O resultado foi influenciado pela expansão da carteira de crédito no período, que alcançou R$ 855,4 bilhões, alta de 17,7% em bases anuais, e de 2,5% na comparação trimestral.

Entre os clientes pessoa física, a carteira de crédito atingiu R$ 341,5 bilhões, alta de 19,6% na comparação anual, e de 3,1% em bases trimestrais. O resultado foi impulsionado por categorias como o cartão de crédito (46,4%) e o crédito pessoal (20,9%).

Na carteira de pessoas jurídicas, o volume alcançou R$ 513,8 bilhões, aumento de 16,6% na comparação anual, e de 2,1% na trimestral. Crédito rural (32,1%) e capital de giro (15,2%) estiveram entre os destaques positivos.

“No crédito para empresas, tem havido maior procura por operações de curto prazo, como o capital de giro, além de crescimento dos empréstimos para pequenas e médias empresas. Na pessoa física, a originação no crédito imobiliário foi menor, devido ao novo patamar de Selic, mas ainda crescemos 17,2% nos últimos 12 meses”, afirmou Octavio de Lazari Junior, presidente do Bradesco, em comunicado.

INADIMPLÊNCIA EM ALTA ENTRE AS PESSOAS FÍSICAS

Já o índice de inadimplência acima de 90 dias do banco encerrou junho em 3,5%, contra 2,5% em junho do ano passado, e 3,2% em março deste ano.

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Entre as pessoas físicas, a taxa de atrasos foi de 4,8%, ante 3,4% em igual período de 2021, e 4,4% no final do primeiro trimestre deste ano.

Entre as micro, pequenas e médias empresas, a inadimplência foi de 3,9%, contra 2,6% há um ano, e 3,6% no trimestre anterior. Já entre as grandes empresas, os atrasos acima de 90 dias foram de apenas 0,1%, contra 0,4% em junho de 2021, e estáveis na comparação trimestral.

“A inadimplência aumentou com a normalização das condições de crédito, crescimento em linhas de maior margem e alguma piora nas linhas de varejo. Realizamos ajustes em nossos modelos ao longo dos últimos trimestres, assim devemos crescer em ritmo mais moderado, mas mantendo a rentabilidade de nosso portfólio”, afirmou Lazari Junior.

A PDD (Provisão para Devedores Duvidosos), que indica as possíveis perdas que o banco poderá sofrer pelo não pagamento de clientes inadimplentes, totalizou R$ 5,3 bilhões no segundo trimestre do ano, crescimento de 52,4% em bases anuais e de 9,9% na margem.

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O ROAE (retorno anualizado sobre o patrimônio), indicador que mede a rentabilidade da operação, chegou a 18,1%, ante 17,6% em junho de 2021 e 18,0% em março de 2022.

MARGEM FINANCEIRA, PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E SEGUROS SE DESTACAM

Segundo o Bradesco, a margem financeira com clientes (diferença entre o custo do dinheiro captado pelo banco em relação ao cobrado dos clientes), as receitas de prestação de serviços e o resultado de seguros estiveram entre os destaques de contribuição positiva para o balanço do segundo trimestre.

A margem financeira com clientes totalizou R$ 16,9 bilhões no final de junho, alta de 25,8% no ano contra ano, e de 7,1% em bases trimestrais.

Já as receitas de prestações de serviços, que incluem conta-corrente, rendas de cartão e administração de fundos e de consórcios, foram de R$ 8,9 bilhões, evolução de 6,7% na comparação anual, e de 4,2% na trimestral.

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O resultado de seguros, previdência e capitalização, por sua vez, atingiu R$ 3,7 bilhões, um aumento de 135,5% contra igual período do ano passado, e de 12,8% na margem.

As despesas operacionais somaram R$ 11,5 bilhões, com um crescimento de 4,9% em bases anuais, mas queda de 1,5% no trimestre. O aumento do volume de negócios, os investimentos na valorização da marca com propaganda e publicidade e a ampliação dos negócios digitais foram apontados pelo banco entre os principais gastos realizados nos últimos meses.

“Não desviaremos de nossa estratégia, mesmo com um cenário ainda provavelmente difícil no segundo semestre. Manteremos disciplina na gestão de custos e continuaremos a investir em nossa evolução digital e no desenvolvimento e ampliação de equipes”, disse o presidente do Bradesco.

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RAIO-X | BRADESCO

Fundação: 1943, em Marília (SP)
Lucro líquido no 2º tri de 2022: R$ 7,041 bilhões
Agências: 2.926
Funcionários: 88.129
Clientes: 75,7 milhões
Principais concorrentes: Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal

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