O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira (2) a segunda etapa do ProFloresta+, iniciativa voltada a incentivar o mercado de crédito de carbono no país. A nova fase prevê mobilizar até R$ 6 bilhões.
Pelo programa, o BNDES atua em duas frentes: faz o chamamento de empresas interessadas em adquirir créditos de carbono e organiza leilões de compra desses créditos, que funcionam como forma de compensação ambiental. Na outra ponta, o banco poderá financiar projetos de recuperação ambiental que geram esses créditos, oferecendo recursos para ações como plantio de árvores.
O banco estima alcançar até 60 mil hectares de vegetação restaurados e diz que o volume de poluente capturado da atmosfera pode chegar a 19 milhões de toneladas de CO2. O anúncio foi feito no 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, organizado pelo banco na sede da instituição, no Rio de Janeiro.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a etapa anterior do programa, lançada em março de 2025, foi ancorada pela Petrobras, que se comprometeu a gastar R$ 450 milhões na compra de créditos de carbono. Na ocasião, a restauração ambiental precisava ser feita na Amazônia.
Na nova fase, o banco espera receber empresas de outros setores que precisam compensar suas emissões, como petróleo, gás, óleo, siderurgia e química, além de companhias internacionais que, segundo Mercadante, estão vindo para contratar crédito de carbono no Brasil. A restauração vegetal poderá ocorrer em todos os biomas do país.
Ao comentar as políticas públicas do governo para conservação ambiental, o ministro do Meio Ambiente e Mudança de Clima, João Paulo Ribeiro Capobianco, afirmou que não há contradição entre a agenda ambiental e a de desenvolvimento e disse que as duas foram integradas.
Com informações da Agência Brasil