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Economia

Atacadistas preveem Páscoa fraca para o setor neste ano

Arquivo Geral

05/03/2012 18h18

Diferentemente de outros anos, os atacadistas de Brasília não estão preparando o comércio varejista para receber mais uma Páscoa. Segundo o Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista/DF), apenas uma tonelada de ovos de páscoa, chocolates e outras guloseimas foi enviada aos supermercados e casas de chocolates. A quantidade é pouca, se comparada com os anos anteriores.

 
A Páscoa deste ano deve gerar 20 mil novos empregos temporários no País. Os números são expressivos, pois consideram todo o Brasil. Mas em Brasília, a realidade é outra, segundo o presidente do Sindiatacadista/DF, Fábio de Carvalho: “Os atacadistas, que repassam o que vem da indústria para o varejo, ainda não venderam o suficiente para cobrirem os investimentos feitos. Tudo isso porque, com o preço que os estados vizinhos praticam, não temos condições de competir.”

 
Adauto Mesquita, diretor da Garra Atacadista, corrobora a afirmação de Carvalho. Segundo o empresário, as vendas deste ano estão péssimas. “Além do aumento natural dos ovos de Páscoa, ainda tivemos que aumentar o preço do vinho, produto muito consumido nesta época. O resultado: minhas vendas despencaram, pois o Estado de Goiás, por exemplo, consegue praticar com um valor até 6% mais baixo. A partir de agora, o que vendermos, é lucro”, lamenta.

 
Os desempregados também sofrem com esta queda do setor. O presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindecat/DF), Paulo Hernesto dos Santos, diz que, em outros anos, o número de empregos, nesta época, crescia em torno de 20%. “Muitos estoquistas, entregadores, repositores e vendedores eram chamados para trabalhar, temporariamente, durante a Páscoa. Até o momento, não tivemos nenhuma contratação. Pelo contrário: o sindicato chega a homologar mais de cinco demissões por dia, o que é uma pena”, expõe Santos.

 

Apesar do aumento de até 9% nos preços dos produtos este ano, os fabricantes estão otimistas com relação à Páscoa. A expectativa é maior nas lojas especializadas, que estimam aumento de até 28,7% na comparação com 2011. Entre os grandes fabricantes, a expectativa média é de um crescimento de 5% nas vendas. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab).

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